sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ser uma só carne!



“Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. (Mt 19,6)

A palavra do Senhor refletida na Liturgia de hoje nos abre várias dimensões quanto a frase citada acima. O beato João Paulo II se utilizou deste versículo e dos anteriores para se basear na bela Teologia do Corpo, uma Teologia do amor e do resgate da dignidade desta obra-prima de Deus que é o corpo humano!
De maneira especial, queria refletir sobre a triste realidade de um mundo que se apegou ao material, e portanto, não entende a profundidade deste ensinamento do Senhor.
O mundo de hoje tem como valor o ter, o material, o consumir, o utilizar enquanto é útil. São valores ligados à ganância, ao utilitarismo e a descartabilidade do que não nos é útil (enquanto valor material ou possibilidade interessante para crescermos socialmente).
Os valores cristãos são primeiramente espirituais, mas também físicos (veja, diferente de materiais).
Não se pode negar nenhuma das realidades, e muito menos descuidar do equilíbrio entre elas! Coloquei primeiro o espiritual, pois é a realidade que sempre existiu! Depois foi feita a criação! Deus sempre existiu, antes da criação! Mas, voltando ao assunto, a realidade espiritual que nos ajuda a entender este versículo nos mostra que ser uma só carne não significa apenas estar juntos, mas amar a tal ponto que a graça de Deus no Sacramento do Matrimônio fundirá o casal se tornando uma só carne espiritualmente. Não serão siameses corporalmente, mas sim espiritualmente! Estarão sempre unidos mesmo distantes, serão um mesmo em lugares diferentes! A vivência do amor vai ensinando a maturidade de que sua vida não é sua, mas também do outro, e vice-versa. Deixam-se de viver para si, para viver para eles, e melhor, para viverem juntos para Deus! É uma profunda realidade espiritual que dificilmente será entendida por um mundo que descarta tudo o que incomoda, tudo o que dá trabalho e, portanto, não é interessante. Não percebem que justamente quando me esforço pelo outro cresço como ser humano, e não somente espiritualmente... Eu cresço no amor! Por isso, vemos a falta de maturidade humana nas pessoas atualmente. É fato que descartar, brigar, rejeitar é muito mais fácil do que amar, acolher e suportar (ser suporte), porém estas atitudes sempre farão da pessoa que as realiza, alguém imatura e egoísta.
Cabe a cada um perceber estas limitações que existem dentro de todos nós, e lutar para superarmos, e esta superação será com a graça de Deus e através do esforço de amar! Que Deus nos ajude nesta difícil, mas realizadora missão!

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