domingo, 2 de fevereiro de 2014

Apresentação do Senhor - Dia do Consagrado

Hoje, dia 02 de Fevereiro, a Igreja celebra a Apresentação de Jesus no Templo. A apresentação era uma espécie de consagração do primogênito a Deus, a oferta da primícia dos dons que Deus deu e que o homem devolve como reconhecimento da bondade do Senhor que tudo provê. Devido a este tom de consagração, durante os séculos, diversas instituições religiosas passaram a celebrar neste dia seus votos e, hoje, muitas comunidades também fazem seus compromissos. Em 1997, o Papa João Paulo II acabou por instituir esta data como o Dia do Consagrado.
Quero parabenizar neste dia a todos os que ofertaram sua vida ao Senhor através dos votos religiosos ou dos compromissos comunitários, vocês deram seu sim ao Senhor e o mantém todos os dias buscando a fidelidade. Obrigado por sua coragem, a Igreja, nós precisamos de vocês! Deus os abençoe!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Refletir com Santa Teresinha sobre a brevidade da vida.

Bom dia pessoal! Quero convidá-los (las) a refletir junto com Santa Teresinha sobre a importância de viver bem o dia de hoje, de considerar a brevidade da vida ao fazer suas escolhas: é tempo de escolher o essencial, decidir-se por Deus e por amar! Vigiemos para não nos perdermos naquilo que é raso e fútil, aquilo que nos ocupa os pensamentos e tira nosso tempo, que nos faz perder de vista o que é importante e profundo!

"Minha vida é um brevíssimo segundo
Minha vida é um só dia que escapa e que me foge
Tu bem sabes, oh meu Deus
Tu bem sabes, oh meu Deus
Para amar-Te neste mundo, não tenho nada mais que hoje"

https://www.youtube.com/watch?v=Dxs9t9ev1Rk#t=272

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Enfrentar as dificuldades em nome do Senhor dos exércitos!

Bom dia pessoal!

Gostaria de propor uma reflexão breve a partir do seguinte trecho da leitura da Liturgia de hoje:

“Tu vens contra mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos exércitos." (I Samuel 17,45)

Diante da necessidade de enfrentar o gigante Golias, Davi não confiou em si mesmo, não se apoiou nas forças humanas, mas confiou Naquele que é maior do que tudo! Será que diante dos problemas e provações que temos enfrentado temos confiado apenas em nós mesmos, nas nossas próprias forças? Talvez não será esse o nosso erro?
O Senhor quer nos ajudar em todas as situações! Permita que Ele batalhe ao seu lado! E diante das dificuldades, vá de encontro a elas "em nome do Senhor dos exércitos!

domingo, 18 de agosto de 2013

Um pouco sobre a Assunção de Nossa Senhora

"Não há maior glória do que a que recebeu Maria, escolhida para ser a mãe de Jesus, o Filho de Deus. De seu ventre virginal nasceu o Salvador da humanidade. Por isso, Deus lhe reservou a melhor das recompensas. Terminado seu tempo de vida terrestre, Maria foi "assunta", isto é, levada ao céu em corpo e alma. O que a tradição cristã diz é que Ela nem mesmo morreu, apenas "dormiu". Narra também que foram os anjos Gabriel e Miguel que A levaram ao céu. Deus queria conservar a integridade do corpo daquela que gerou seu Filho.

A solenidade da Assunção da Virgem Maria existe desde os primórdios do catolicismo. No início era celebrada a Dormição de Nossa Senhora. Esta festa veio a ser oficializada para os católicos orientais no século VII com um edito do imperador bizantino Maurício. No mesmo século a festa da Dormição foi introduzida também em Roma pelo Papa Sérgio I, de origem oriental. Foi em 687, quando, em procissão, foi até a basílica de Santa Maria Maior, celebrar o Santo Ofício. Mas foi preciso transcorrer um outro século para que o nome "dormição" cedesse o lugar àquele mais explicito de assunção", usado até os nossos dias.

Em 1950 foi solenemente definido este dogma de Maria, pelo Papa Pio XII. Pela singular importância de Sua missão como Mãe de Jesus, Maria não só foi proclamada Rainha do céu, quando levada para viver ao lado de Deus, mas proclamada Mãe da Igreja, portanto de todos nós.

Na Assunção da Virgem Maria, vemos a nossa esperança de ressurreição já realizada. Nela a Igreja atinge a plenitude do triunfo final, a vitória definitiva sobre a morte e o mal. Por isto esta festa é uma das solenidades mais comemoradas pelos católicos. Depois da Assunção, Nossa Senhora com maternal benevolência participa com Sua oração e intercessão na obra de seu Filho: a salvação da humanidade. Ela que é a mediadora de todas as graças."

http://www.domtotal.com.br/religiao/eucaristia/liturgia_diaria.php

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ser uma só carne!



“Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. (Mt 19,6)

A palavra do Senhor refletida na Liturgia de hoje nos abre várias dimensões quanto a frase citada acima. O beato João Paulo II se utilizou deste versículo e dos anteriores para se basear na bela Teologia do Corpo, uma Teologia do amor e do resgate da dignidade desta obra-prima de Deus que é o corpo humano!
De maneira especial, queria refletir sobre a triste realidade de um mundo que se apegou ao material, e portanto, não entende a profundidade deste ensinamento do Senhor.
O mundo de hoje tem como valor o ter, o material, o consumir, o utilizar enquanto é útil. São valores ligados à ganância, ao utilitarismo e a descartabilidade do que não nos é útil (enquanto valor material ou possibilidade interessante para crescermos socialmente).
Os valores cristãos são primeiramente espirituais, mas também físicos (veja, diferente de materiais).
Não se pode negar nenhuma das realidades, e muito menos descuidar do equilíbrio entre elas! Coloquei primeiro o espiritual, pois é a realidade que sempre existiu! Depois foi feita a criação! Deus sempre existiu, antes da criação! Mas, voltando ao assunto, a realidade espiritual que nos ajuda a entender este versículo nos mostra que ser uma só carne não significa apenas estar juntos, mas amar a tal ponto que a graça de Deus no Sacramento do Matrimônio fundirá o casal se tornando uma só carne espiritualmente. Não serão siameses corporalmente, mas sim espiritualmente! Estarão sempre unidos mesmo distantes, serão um mesmo em lugares diferentes! A vivência do amor vai ensinando a maturidade de que sua vida não é sua, mas também do outro, e vice-versa. Deixam-se de viver para si, para viver para eles, e melhor, para viverem juntos para Deus! É uma profunda realidade espiritual que dificilmente será entendida por um mundo que descarta tudo o que incomoda, tudo o que dá trabalho e, portanto, não é interessante. Não percebem que justamente quando me esforço pelo outro cresço como ser humano, e não somente espiritualmente... Eu cresço no amor! Por isso, vemos a falta de maturidade humana nas pessoas atualmente. É fato que descartar, brigar, rejeitar é muito mais fácil do que amar, acolher e suportar (ser suporte), porém estas atitudes sempre farão da pessoa que as realiza, alguém imatura e egoísta.
Cabe a cada um perceber estas limitações que existem dentro de todos nós, e lutar para superarmos, e esta superação será com a graça de Deus e através do esforço de amar! Que Deus nos ajude nesta difícil, mas realizadora missão!

domingo, 4 de agosto de 2013

Sobre o péssimo hábito de comparar os papas

Li este post verdadeiro a respeito do que dizem sobre o papa Francisco e o papa emérito Bento XVI e fiz questão de compartilhar. Tanto o texto quanto a foto. Mas antes, quero tecer um rápido comentário sobre o péssimo hábito que temos de querer fazer comparações:

Perceber as qualidades não passa pelo processo de comparação com o outro. Ao contrário, comparar é ignorar que um ser humano é único e irrepetível, que tem sua própria contribuição a dar e que por isso não tem o que o outro tem e tem o que o outro não tem. Precisamos superar o péssimo hábito de comparar as pessoas ou mesmo, de nos compararmos aos outros. Ao comparar estamos desvalorizando a obra de Deus em nós e valorizando, muitas vezes o que Ele faz no outro; ou mesmo, para os mais orgulhosos, valorizando o que Ele fez em você e desvalorizando a obra do Senhor no outro. É um erro e um ato mesquinho. É preciso valorizar o que Deus faz em cada um, pois assim aprenderemos a conhecer as potencialidades e limitações e poderemos trabalhar para colocar tudo a serviço do Reino!

Segue abaixo o comentário de Taiguara Fernandes de Sousa:

"Nestes dias ouvimos muito falar do Papa Francisco, que abençoou nossa Terra de Santa Cruz com sua presença paternal. Mas este meu pequeno texto não é sobre ele.

Ocorre que também ouvimos muito falar do Papa Emérito Bento XVI. Gostaria de dizer que ouvimos falar bem, mas nem sempre foi assim. Durante toda a JMJ, várias pessoas - para nossa vergonha, católicos inclusive - tentaram por diversas vezes opor o Papa Bento XVI ao Papa Francisco. Adotaram com isso o discurso da mídia anticatólica e laicista, que odiava Bento XVI por sua firme defesa dos valores cristãos. Se aliaram aos lobos, contra os quais Bento XVI pediu orações no dia que foi eleito.

Há quem diga que o Papa Francisco mostra mais simplicidade, enquanto Bento XVI só mostrava luxo e pompa. É bom ressaltar que Bento XVI tinha com uma de suas maiores preocupações a beleza da liturgia. Os paramentos que usava, os objetos litúrgicos e tudo o mais eram expressão de uma preocupação não consigo, mas com Deus. Era o princípio da liturgia aplicado: para Deus sempre o melhor e o mais bonito. Isso não quer dizer uma preocupação com pompa e luxo, mas sim uma preocupação com fazer o melhor para Deus - portanto, humildade diante do Criador. Papa Francisco, se tem um estilo litúrgico diferente, não deixa, nem por isso, de prezar pela beleza da liturgia, como fazia seu antecessor. Por outro lado, todos os que convivem com Bento XVI dão mostra de sua incrível simplicidade, amabilidade e ternura - inclusive o próprio Papa Francisco! Há quem diga, entre os que o conhecem pessoalmente, que nunca viram pessoa de maior doçura.

Ouvimos também dizer que Papa Francisco é simpático e carismático, enquanto Bento XVI era orgulhoso e pedante. Parece que não existem pessoas tímidas no mundo! Fala-se como se os tímidos fossem necessariamente orgulhosos ou como se a timidez fosse um defeito. Bento XVI nunca escondeu que era tímido e, mesmo assim, se esforçou sempre por estar com o povo fiel, cumprindo todas as obrigações do ministério petrino (inclusive inúmeras viagens internacionais já em idade avançada), estando próximo aos católicos do mundo inteiro. Um tímido fazer isso é um esforço tremendo! E ele fez. Não se fechou: se abriu por amor ao rebanho.

Disseram ainda que Papa Francisco atrai gente e Bento XVI não. Esquecem dos 1,5 milhão de jovens que, na chuva em Madri, ficaram com Bento XVI na JMJ de 2011? Bento XVI foi um Papa da palavra, que soube falar aos ateus, aos agnósticos, que converteu 400 mil anglicanos; foi responsável pelo diálogo com as instâncias políticas da União Européia, da ONU, da Casa Branca, defendendo os direitos do homem. Era um Papa que sabia falar com filosofia, com a razão, a políticos e homens de ciência. Era um Papa professor. Quem não lembra de como suas homilias e catequeses eram verdadeiras aulas? Quem não lembra como ele conseguia explicar com facilidade e clareza de raciocínio os assuntos mais difíceis da teologia? Era belo assistir ao Papa professor dando uma aula sobre Fé.

Agora temos um Papa que tem outro estilo, um estilo pregador, para as multidões - coisa própria dos jesuítas. Qual o problema? Qual a oposição? Os dois complementares.

Tivemos João Paulo II, um filósofo; Bento XVI, um teólogo; agora Francisco, um pregador. Por que, ao invés de criticar, não amamos esta riqueza da Providência?

Por fim, ouvi também dizerem que o Papa Francisco mostra uma entrega mais total ao Cristo, enquanto Bento XVI não mostrava isso. Creio que se o Papa Francisco ouvisse isso, ele próprio perderia a compostura com quem o dissesse... Bento XVI queria terminar sua vida - ele disse - como um professor escrevendo livros (esse é o soberbo de que falam?) e aos 78 anos foi chamado para o Papado e aceitou, por amor da Igreja, até se esgotarem todas as suas forças e renunciar dizendo que "já tinha chegado ao seu limite". Dizer desse homem que sua entrega não foi total é não só uma maledicência, como uma injustiça tremenda.

Católicos, hoje o Papa Francisco pediu que não fôssemos "cristãos de fachada". Parem de adotar esse discurso da mídia anticatólica, de ficar opondo um Papa a outro - quando o próprio Papa Francisco sempre fala do seu amor a Bento XVI - porque isso é não só indigno de um verdadeiro cristão, como é uma tentação do próprio Demônio. Afinal, como disse Jesus, "a boca fala aquilo de que o coração está cheio".

Queria dizer outras coisas, mas esta postagem ia ser pequena e já vai longe. Talvez escreva mais depois. Por ora, fico por aqui."


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Comentário sobre a Liturgia do dia 23-05-2013




Quero fazer uma breve partilha contigo sobre a Liturgia de hoje (23/05/2013)
Leitura (Eclesiástico 5,1-10)
5 1 Não contes com riquezas injustas. Não digas: "Tenho o suficiente para viver", pois no dia do castigo e da escuridão, isso de nada te servirá.
2 Quando te sentires forte, não te entregues às cobiças de teu coração.
3 Não digas: "Como sou forte!" ou: "Quem me obrigará a prestar contas dos meus atos?",
4 pois Deus tomará sua vingança. Não digas: "Pequei, e o que me aconteceu de mal?", pois o Senhor é lento para castigar (os crimes).
5 A propósito de um pecado perdoado, não estejas sem temor, e não acrescentes pecado sobre pecado.
6 Não digas: "A misericórdia do Senhor é grande, ele terá piedade da multidão dos meus pecados",
7 pois piedade e cólera são nele igualmente rápidas, e o seu furor visa aos pecadores.
8 Não demores em te converteres ao Senhor, não adies de dia em dia,
9 pois sua cólera virá de repente, e ele te perderá no dia do castigo.
10 Não te inquietes à procura de riquezas injustas, de nada te servirão no dia do castigo e da escuridão.

Salmo responsorial
É feliz quem a Deus se confia!

Feliz é todo aquele que não anda
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados
nem junto aos zombadores vai sentar-se;
mas encontra seu prazer na lei de Deus
e a medita, dia e noite, sem cessar.

Eis que ele é semelhante a uma árvore
que à beira da torrente está plantada;
ela sempre dá seus frutos a seu tempo,
e jamais as suas folhas vão murchar.
Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

Mas bem outra é a sorte dos perversos.
Ao contrário, são iguais à palha seca
espalhada e dispersada pelo vento.
Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,
mas a estrada dos malvados leva à morte.
Evangelho (Marcos 9,41-50)
Naquele tempo, disse Jesus: 9 41 "Quem vos der de beber um copo de água porque sois de Cristo, digo-vos em verdade: não perderá a sua recompensa.
42 Mas todo o que fizer cair no pecado a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que uma pedra de moinho lhe fosse posta ao pescoço e o lançassem ao mar!
43 Se a tua mão for para ti ocasião de queda, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para a geena, para o fogo inextinguível
44 45 Se o teu pé for para ti ocasião de queda, corta-o fora; melhor te é entrares coxo na vida eterna do que, tendo dois pés, seres lançado à geena do fogo inextinguível
46 47 Se o teu olho for para ti ocasião de queda, arranca-o; melhor te é entrares com um olho de menos no Reino de Deus do que, tendo dois olhos, seres lançado à geena do fogo,
48 onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga.
49 Porque todo homem será salgado pelo fogo.
50 O sal é uma boa coisa; mas se ele se tornar insípido, com que lhe restituireis o sabor? Tende sal em vós e vivei em paz uns com os outros.

Meu comentário:

O pecado é um mal que fazemos contra Deus, contra nós mesmos e contra os irmãos. Não é apenas um mero capricho de um Deus que um dia acordou e decidiu o que seria considerado pecado ou não. Se por um lado nos dá prazer temporário, por outro traz um mal embutido.
Além disso, ele é uma opção e todos nós podemos optar ou não por ele. Mais ainda, podemos viver um caminho onde o pecado ou onde Deus é a opção fundamental, a decisão é nossa, embora contemos com a graça de Deus. E é deliberada a partir da nossa razão, vontade, e por conseguinte, da nossa liberdade. Não podemos contar com o tempo, protelando a nossa decisão, pois é algo exterior a nós, não o controlamos e tampouco controlamos os acontecimentos decorridos deste tempo que não pára de passar.
Desta decisão, depende nosso testemunho, que pode ser motivo para que muitos venham para o Senhor ou para que muitos que pensavam em vir ou que já estavam iniciando a caminhada desistam, caiam. Por isso, é importante que levemos a sério o que significa ser cristãos, ser “seguidores de Cristo”.