segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pe. Foresi responde sobre a Eucaristia

"Falar sobre a Eucaristia com profundidade é muito difícil porque é um mistério. Os mistérios são aquelas coisas que Deus disse, mas que não podemos entender completamente porque estão muito além da compreensão humana.
Jesus, um dia, em um discurso, disse: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá em si a vida e eu o ressuscitarei no último dia”. Depois, na última ceia, antes de morrer, explicou que transformava o pão na sua carne e o vinho no seu sangue. E debaixo das aparências do pão e do vinho estão presentes não somente o sangue e a carne, mas também a alma e a divindade de Jesus.
Ele fez a Eucaristia como alimento para os cristãos. Devemos nos transformar em Jesus, isto é, participar de Sua vida divina; devemos fazê-lo principalmente com a Eucaristia. Se nós fôssemos perfeitos, bastaria uma comunhão para a vida toda; mas como não somos, temos necessidade de comungar o mais freqüentemente possível.
Além disso, Jesus nos une em um só corpo, a igreja, que é a comunidade que participa da Eucaristia. Vocês já estão unidas com Jesus em meio; mas quando forem à missa e receberem a Eucaristia, a unidade entre vocês aumenta muito sem que vocês percebam.
Portanto, a Eucaristia nos une a Deus pessoalmente e nos une entre nós de modo a nós fazer Igreja. Naturalmente, unindo-nos à Deus, nos abre as portas do Paraíso, nos coloca em contato com Jesus que é Deus, a segunda pessoa da SS. Trindade, o verbo. Portanto, podemos dizer que não somos nós que tomamos Jesus, mas é Jesus que nos envolve; não é tanto ele que entra em nós, quanto nós que entramos n’Ele, porque Jesus é Deus. E nos encontramos circundados pelo Pai, pelo filho que é Jesus, pelo Espírito Santo, por todos os Santos do Paraíso e, de certa maneira, por todos os batizados que estão unidos no Corpo de Cristo sobre a terra.
Assim a Eucaristia é uma coisa muito grande. (...)
Para fazer uma coisa tão milagrosa assim, Jesus escolheu dois elementos que eram os mais comuns da Palestina: o pão e o vinho.
Jesus disse: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”. Portanto, a Eucaristia também é o princípio do paraíso e é o sinal da ressurreição de todas as coisas humanas.
A Eucaristia é a coisa mais bonita que Deus nos deu."

Rocca di Papa, 30 de junho de 1976. 

Fonte:  http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com/2009/04/pe-foresi-responde-sobre-eucaristia.html

sábado, 24 de setembro de 2011

Ser generoso

Por Dom Paulo Mendes Peixoto, Bispo de São José do Rio Preto

"Os nossos critérios de ação devem ultrapassar a realidade unicamente humana. Na origem das atitudes há os dados da ética e da moral, mas também as questões divinas que estão relacionadas com as questões da fé.

Ser generoso não é simplesmente ser justo, mas atender as necessidades de quem está em jogo. Não é fato apenas de merecimento e de justiça, mas de solidariedade e de partilha de forma fraterna, para que todos tenham vida digna.

O mundo é como um terreno onde se planta de tudo. É daí que tiramos os alimentos. Mas todos devem trabalhar uns mais e outros menos, dependendo das condições de cada pessoa. Os frutos são para sustento da coletividade e de forma solidária.

Para o trabalho, há pessoas que chegam cedo, outras trabalham menos, mas ambos têm necessidade de vida e de alimento. Na partilha, ninguém pode ser injustiçado, mesmo que alguém receba além do que é justo por não ter trabalhado o tempo todo.

Jesus conta a parábola do patrão que combinou o salário do dia com um trabalhador. Outros foram chegando ao transcorrer do dia, havendo até quem chegasse ao final da tarde. A ambos o patrão pagou o mesmo valor. Ele agiu com justiça e com generosidade.

No mundo capitalista as atitudes são diferentes, mesmo sabendo da existência de quem partilha com os trabalhadores os lucros da empresa. No mundo de Deus, a ternura e a generosidade ultrapassam as nossas, a lógica é diferente do que fazemos.

A prática da vida cristã deve ser a do amor, com capacidade de doação maior do que aquilo que merecemos. É a misericórdia, a paciência, a compaixão, a bondade e a justiça, tendo como objetivo viver bem, tendo uma vida que faça sentido.

Para Deus, a partilha não é matemática e nem mesquinha, porque Ele olha a necessidade da pessoa. A sua bondade ultrapassa os critérios humanos e seus dons são sem medida. O que importa não é o que fazemos, mas a forma como fazemos as coisas."

Fonte: http://www.cnbbsul1.org.br/index.php?link=news/read.php&id=6416

domingo, 18 de setembro de 2011

Mercy Me - I Can Only Imagine com a família Hoyt como tema do clipe

Quero partilhar também este vídeo com uma música que me inspira muito chamada I Can Only Imagine. É uma música que nos faz tentar imaginar como será o Céu, a alegria da glória de Deus, de estar mergulhado Nele!
Chamo a atenção para duas coisas: a primeira é o clipe com a família Hoyt, aquela dos vídeos que postei sobre a reportagem do Fantástico. Um exemplo sempre inspirador de um Pai que faz tudo para a felicidade de seu filho... nem preciso dizer mais nada sobre o nosso Pai do Céu, né? rs a segunda observação é sobre a letra da música e sobre a progressão do ritmo dela. Permita-se assistir uma vez e ler com atenção o que ela diz (está legendada), e na segunda vez que assistir, mergulhe na música e faça dela a sua oração,a oração de alguém que sabe que o melhor está por vir, que deseja a felicidade e que sabe que a plenitude dessa felicidade desejada, que nossa sede será saciada quando estivermos inteiros em Deus! Curta e ore com essa música!

Quando o amor vence limites - Família Hoyt

Quero partilhar essa reportagem do Fantástico sobre a família Hoyt, mostrando que o amor pode superar os limites humanos, nos fazendo ir além do que imaginamos.


Agora imagine, se um pai com seu grande amor, mas ainda limitado é capaz de acolher seu filho que tem dificuldades, de doar sua vida, de carregá-lo, de cuidar e de acreditar nele, ajudando-o a superar suas limitações e estimulando-o a liberar suas potencialidades, auxiliando-o a encontrar o caminho da felicidade, quanto mais não nos fará nosso Pai do Céu? Não sei o que você tem vivido, ou mesmo se você se sente indigno ou mesmo desconfia de si mesmo. Não sei se você tem até dificuldade de dar um voto de confiança para si mesmo, se se permitiu ser vencido por suas incapacidades e limites... Só quero que saiba que se você permitir, neste momento mesmo, feche seus olhos e abra seu coração para um Pai que quer te mostrar que te acolhe da maneira que você é e na situação em que se encontra. Que quer te carregar quando você não puder andar, que quer te empurrar quando você não tiver forças suficientes para ir sozinho, que está e estará sempre contigo,que acredita em você e que sabe que, não importa o que você tenha feito ou por onde tenha andado... Ele acredita em você e sabe que tem muita coisa boa ai dentro, que você é uma grande riqueza e que nós precisamos de você! Neste momento, apenas deixe-se ser amado (a) por Deus! Deus te ama muito e quer o melhor paras você! Lembre-se sempre disso! Ele não vai descansar enquanto não te ver feliz! Esse é Seu maior desejo!

Breve reflexão sobre a Liturgia de domingo, dia 18 de setembro de 2011


Quero partilhar com vocês um pouco de minha reflexão sobre a Liturgia de hoje.
Leitura (1 Isaías 55,6-9)

55 6 Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto.
7 Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente.
8 Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor;
9 mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos.

Leitura (Filipenses 1,20-24.27)

Irmãos, 1 20 meu ardente desejo e minha esperança são que em nada serei confundido, mas que, hoje como sempre, Cristo será glorificado no meu corpo (tenho toda a certeza disto), quer pela minha vida quer pela minha morte.
21 Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.
22 Mas, se o viver no corpo é útil para o meu trabalho, não sei então o que devo preferir.
23 Sinto-me pressionado dos dois lados: por uma parte, desejaria desprender-me para estar com Cristo - o que seria imensamente melhor;
24 mas, de outra parte, continuar a viver é mais necessário, por causa de vós.
27 Cumpre, somente, que vos mostreis em vosso proceder dignos do Evangelho de Cristo. Quer eu vá ter convosco quer permaneça ausente, desejo ouvir que estais firmes em um só espírito, lutando unanimemente pela fé do Evangelho.
Palavra do Senhor.

Evangelho (Mateus 20,1-16)

Naquele tempo, 20 1 Jesus contou esta parábola a seus discípulos: "Com efeito, o Reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha.
2 Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para sua vinha.
3 Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada.
4 Disse-lhes ele: - ´Ide também vós para minha vinha e vos darei o justo salário´.
5 Eles foram. À sexta hora saiu de novo e igualmente pela nona hora, e fez o mesmo.
6 Finalmente, pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: - ´Por que estais todo o dia sem fazer nada?´
7 Eles responderam: - ´É porque ninguém nos contratou´. Disse-lhes ele, então: - ´Ide vós também para minha vinha´.
8 Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: - ´Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros´.
9 Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um denário.
10 Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas só receberam cada qual um denário.
11 Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo:
12 - ´Os últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor´.
13 O senhor, porém, observou a um deles: - ´Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário?
14 Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti.
15 Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom?´
16 Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos".

A Liturgia de hoje é espetacular e mexe muito comigo. A primeira leitura fala sobre o tempo do kairós, tempo de salvação... tempo de buscar a Deus! E buscar a Deus significa submeter-se a Ele, fazendo o que é certo e não o que "achamos" ser o certo". Nossos pensamentos em nada alcançam os pensamentos de Deus, nosso limite é raso demais para a profundidade de Deus! Por isso, muitas vezes achamos que algo deve ser feito ao nosso modo e que esse é o modo certo, até sugerimos a Deus como se deve fazer... enquanto o que Ele tem como certo pode ser muitas vezes diferente! E digo ainda mais, por experiência própria, o que achamos ser bom pra nós (e muitas vezes acabamos por errar em nossas contas), nem sempre o é, e mais... Deus é abundante e quando Ele nos dá o que é certo (que nem sempre é o que queríamos), Ele o faz com generosidade. O que nem imaginávamos que seria bom, acabamos recebendo e percebemos que é muito melhor do que pensávamos! Isto porque Deus, que vê além e nos conhece mais do que a nós mesmos, nos surpreende em sua generosidade! Quando abrimos o nosso coração para o querer de Deus, percebemos que o que achamos ser o certo é apenas uma ninharia em comparação da abundante generosidade do dom de Deus!
Na segunda leitura, S. Paulo que conhece bem essa generosidade abundante de Deus, tem a plena consciência de que o Céu é o cume dessa bondade, de que a maior alegria e experiência que Ele viveu aqui não é comparável a menor experiência que será vivida no Céu. Por isto, ele expressa o desejo de querer o Céu, mas pelo amor aos irmãos, também manifesta o desejo de que outros também vivam essa experiência eterna. Por isto, afirma que ficará e fará de tudo, ate o fim para que o máximo de pessoas, de almas confiadas a ele por Deus, possam ser resgatadas. E isso acontece quando vivemos à altura da dignidade do Evangelho, ou seja, encarnando em nossa vida a Palavra... transformando a Palavra proclamada em Palavra vivida!
No Evangelho, me chama a atenção a afirmação de Cristo sobre nos dar um justo salário. Quer melhor do que o Céu como justo salário? Não poderia haver coisa melhor do que viver a plenitude da felicidade, da realização... isso é o Céu! É o estar todo em Deus! Nada do que tenhamos vivido de bom, o nosso maior momento de felicidade aqui na Terra é imensamente pequeno para servir de parâmetro de comparação com o menor momento de felicidade eterna! Precisamos continuar firmes com essa meta, com esse desejo de querer o Céu, mas não um desejo egoísta de querer ir para lá "sozinhos" e sim, ajudar a construir o Reino a partir daqui, levando o máximo de pessoas junto conosco, mesmo que estas sejam operários da última hora... que possamos nos alegrar com estes! Que nosso Deus nos dê um coração generoso, pois somente com a generosidade que nos leva a nos doarmos cada vez mais, poderemos fazer a diferença em nossa vida e na vida das pessoas, construindo a civilização do amor! Vem Senhor Jesus!

domingo, 11 de setembro de 2011

O amor ao próximo - Focolares

Quero partilhar uma profunda mensagem que encotrei num site focolarino:

"Hoje gostaríamos de lhes falar sobre uma realidade importantíssima para nós, o amor recíproco, contido e explicado no mandamento novo de Jesus: «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei»,
E pensando nesta frase nos vem uma comparação: Quando um imigrante se transfere para um outro país, ele leva consigo seus próprios costumes. Adapta-se, certamente, naquilo que é necessário, porém mantém sua maneira de ser, aquela de seu lugar de origem.
E assim também, quando Jesus - o Verbo de Deus - se fez homem, adaptou-se ao modo de viver do mundo, foi criança, homem , trabalhador. Porém, trouxe o modo de viver de sua pátria celeste, a vida segundo a lei do céu - o amor. Ensinou-nos a viver «assim na terra como no céu».
«Amai-vos uns aos outros...» Este mandamento novo de Jesus é de uma importância enorme, é a chave principal para a solução de todos os problemas. É a resposta fundamental a todos os males da humanidade.
Jesus definiu o mandamento do amor com as palavras “meu” e “novo”, pois é tipicamente seu, visto que lhe atribuiu um conteúdo todo próprio e novo. Jesus deu a vida por nós.
Nós nos esforçamos em colocar em prática este amor, como acontecia com os primeiros cristãos, que não eram reconhecidos pelas outras pessoas por fazerem grandes coisas, discursos, ou milagres. Eram conhecidos pelo amor recíproco: «Vede como se amam» - diziam a respeito deles - «e estão prontos a morrer uns pelos outros»,
E o que significa amar para o cristão?
. Amar o próximo significa ver Jesus nele, seja quem for, sem fazer distinções,
. O amor cristão ama por primeiro, sem esperar um retomo, sem interesse, foi assim que Jesus nos amou.
. Mas, por onde começar a amar? Pelo próximo, que significa aquele que está perto de nós no momento presente. Por exemplo: o meu próximo agora é você que me ouve, por isso gostaria que você se sentisse amado porque eu lhe falo por amor. Por sua vez, se você me considera como o seu próximo, deve me ouvir também por amor.
. Amando o irmão adquirimos todas as virtudes. A caridade é um caminho para a santidade, pois é precisamente amando o irmão que nós encontrarmos Deus. Quando procurarmos amar o dia inteiro, com perseverança, compartilhando das dificuldades e alegrias dos nossos irmãos, à noite sentimos no nosso coração uma presença especial de Deus que nunca tínhamos experimentado antes.
Uma dona de casa que participa do nosso Movimento nos contou uma experiência de como procurou viver esta realidade:
«Numa manhã, enquanto eu estava limpando a casa, uma senhora pobre tocou a campainha para pedir esmola. Abrir a porta e dar alguma coisa sempre foi o meu costume, parecia-me uma bênção de Deus.
No entanto, naquela manhã, pensei em algo que eu nunca havia pensado: "Esta mulher poderia ser eu mesma'". Convidei-a para entrar, pedindo desculpas por não ter ainda deixado a casa em ordem. Dei-lhe alguma coisa para comer e aproveitei também eu para comer pois estava com fome.
A mulher começou a falar, a abrir-se. Disse-me que estava esperando uma criança. Ficar com ela ou abortar? Era o seu problema. Procurei somente ama-la e ouvi-la com todas as minhas forças. Eu lhe disse somente isto: "Hoje eu encontrei uma amiga!". "Eu. também!", ela me respondeu. E depois: "Agora não me falta a coragem de deixar que o meu filho viva».
Para Jesus não é suficiente a amizade ou a bondade para com os outros, não lhe basta a ajuda, nem apenas a solidariedade. O amor que ele exige supera a não-violência. O amor é algo  ativo.
Requer que se deixe de viver para si mesmos e se viva para os outros. E isso implica sacrifício, esforço, mas vale a pena.
Lídia conta:
“Trabalho na Receita Federal. Ontem chegou um senhor no balcão onde eu trabalho para fazer uma reclamação de um imposto. Estava tão nervoso e zangado, que eu não conseguia entender bem qual era o seu problema, também porque entre uma palavra e outra, saía com um palavrão. Pensei comigo mesma de sair dali, ir fazer outro trabalho e dizer para aquele contribuinte que voltasse quando estivesse mais calmo.”
Estava para agir assim, quando olhando para ele, lembrei-me que tinha me proposto de agir com cada pessoa conforme o Evangelho e recordei-me da Palavra de vida do mês que nos convidava:  “Perdoa a teu próximo”.  Comecei a escutá-lo com interesse. Aos poucos, ele foi se acalmando, ouviu as minhas explicações, assinou o recibo, pagou o imposto e antes de ir embora me disse: “nunca ninguém me levou em consideração como você fez comigo hoje... eu nem mereço ser tratado dessa maneira; me comportei tão mal – isso jamais voltará a acontecer...”.
Ele foi embora e eu experimentei no coração uma grande alegria”.
O amor que Jesus requer, pede a todos nós que de pessoas covardes e egoístas, concentradas em nossos próprios interesses, nos transformemos em pequenos heróis na vida cotidiana, dia após dia, a serviço dos irmãos, prontos a dar a vida por eles.
 É o que Deus quer de nós, de todos os cristãos, de todas as pessoas. É a estrada da nossa vida. É o nosso caminho por excelência, o caminho do amor!
E então, vamos começar? Vamos tentar viver assim?
As palavras de Deus são palavras de vida. Não é suficiente apenas ouvi-las, estudá-las, é preciso praticá-las. Portanto, durante este mês vamos “treinar” esta: “Eu sou a videira verdadeira e meu pai é o agricultor. Todo ramo que não dá fruto em mim, Ele corta; e todo ramo que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto ainda.” ( Jô 15,1-2)
E, assim, quando nos encontrarmos novamente no próximo mês, teremos muitas experiências de vida para colocar em comum com todos."


Fonte: http://voluntariosdesaopaulo.blogspot.com/2011/09/o-amor-ao-proximo.html

O cuidado com as nossas "medidas"

Quero fazer uma breve reflexão sobre a Liturgia deste domingo:

Leitura (Eclesiástico 27,33-28,9)

27 33 Cólera e furor são ambos execráveis; o homem pecador os alimenta em si mesmo.
A vingança
28 1 Aquele que quer vingar sofrerá a vingança do Senhor, que guardará cuidadosamente os seus pecados.
2 Perdoa ao teu próximo o mal que te fez, e teus pecados serão perdoados quando o pedires.
3 Um homem guarda rancor contra outro homem, e pede a Deus a sua cura!
4 Não tem misericórdia para com o seu semelhante, e roga o perdão dos seus pecados!
5 Ele, que é apenas carne, guarda rancor, e pede a Deus que lhe seja propício! Quem, então, lhe conseguirá o perdão de seus pecados?
6 Lembra-te do teu fim, e põe termo às tuas inimizades,
7 pois a decadência e a morte são uma ameaça (para aqueles que transgridem) os mandamentos.
8 Lembra-te do temor a Deus, e não fiques irado contra o próximo.
9 Lembra-te da aliança com o Altíssimo, e passa por cima do erro que o teu próximo cometeu inadvertidamente.
Palavra do Senhor.

Leitura (Romanos 14,7-9)

Irmãos, 14 7 nenhum de nós vive para si, e ninguém morre para si.
8 Se vivemos, vivemos para o Senhor; se morremos, morremos para o Senhor. Quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor.
9 Para isso é que morreu Cristo e retomou a vida, para ser o Senhor tanto dos mortos como dos vivos.


Evangelho (Mateus 18,21-35)

18 21 Então Pedro se aproximou dele e disse: "Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?"
22 Respondeu Jesus: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
23 Por isso, o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos.
24 Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
25 Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida.
26 Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: ´Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!´
27 Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida.
28 Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: ´Paga o que me deves!´
29 O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: ´Dá-me um prazo e eu te pagarei!´
30 Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida.
31 Vendo isto, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado.
32 Então o senhor o chamou e lhe disse: ´Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste.
33 Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti?´

34 E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida.
35 Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração.

Com a mesma medida que medimos, seremos medidos (Lc 6,36). Se dou minha vida pelo Senhor, se a perco para mim mesmo, eu a ganharei de volta (Mt 10,39). Se perdôo o que me fez mal, também serei perdoado por Deus quando eu fizer o mal. É assim que acontecerá no Dia do Juízo. Ao lembrarmos das medidas que usamos enquanto estivemos vivos, já tomaremos nosso rumo quanto à nossa sentença, pois o que fazemos aqui ecoa para a eternidade, nossas escolhas transitórias e passageiras se tornam base para as escolhas eternas, nossas pequenas e grandes decisões decidirão o destino de nossa alma! Importante lembrar que Deus nos dá a graça para acertarmos em nossas escolhas, mas muitas vezes escolhemos pelo erro!
É claro que, não depende somente do que escolhemos e decidimos, de nossos acertos e erros. Senão não se salvaria ninguém! Existe a misericórdia de Deus que atenuará muitos de nossos erros por conhecer a limitação humana (mesmo porque a salvação e graça de Deus já que o ser humano jamais teria méritos por si mesmo para se salvar), mas é preciso ter a consciência de que nossas obras ou a falta de delas, também terá seu peso no Dia do Juízo. Por isso, tratemos de olhar para nossa vida, de fazer uma grande revisão e mudar o que é preciso ser mudado enquanto Deus, em Sua misericórdia, ainda nos concede tempo. Afinal, quem sabe o que nos acontecerá amanhã? Ou mesmo hoje? Esta reflexão da Lirutgia de hoje não tem como propósito deixar ninguém desesperado ou neurótico, ao contrário, quer chamar a atenção para que possamos: agradecer a Deus o tempo que Ele nos concede e buscar a conversão diária! Não é um post apocalíptico, mas não pode deixar de lado a dimensão real da nossa fé que é o Juízo e nossa preparação para Ele!
Que Nosso Senhor nos permita viver sempre conscientes da realidade do Juizo, que nos ajude a dar o peso certo ao que é terreno e ao que é eterno, e que buscando a santidade e a difusão do Evangelho, possamos dizer como S. Paulo: "Viver para mim é Cristo e morrer para mim é lucro" (Fl 1,21). Vem Senhor Jesus!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

As escolhas cotidianas se transformarão em nossa escolha para a eternidade

Um breve comentário sobre a leitura da Liturgia de hoje:

Leitura (Colossenses 3,1-11)

3 1 Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus.
2 Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra.
3 Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
4 Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória.
5 Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria.
6 Dessas coisas provém a ira de Deus sobre os descrentes.
7 Outrora também vós assim vivíeis, mergulhados como estáveis nesses vícios.
8 Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca,
9 nem vos enganeis uns aos outros. Vós vos despistes do homem velho com os seus vícios,
10 e vos revestistes do novo, que se vai restaurando constantemente à imagem daquele que o criou, até atingir o perfeito conhecimento.
11 Aí não haverá mais grego nem judeu, nem bárbaro nem cita, nem escravo nem livre, mas somente Cristo, que será tudo em todos.

São Paulo nos adverte para buscar as coisas do alto. Isto significa que não nos devemos nos satisfazer com o muito daqui, pois este muito é ninharia em comparação com a eternidade! Isto inclui principalmente o pecado e tudo o que lhe diz respeito. S.Paulo fala das coisas daqui como os vícios e coisas que não agradam a Deus pois escravizam e matam o ser humano. Isto que dizer que não devemos ser alienados com relação ao que vivemos neste mundo, afinal nossas atitudes e escolhas ecoarão pela eternidade... serão elas que nos condenarão ou nos salvarão. A vida ou a morte eterna, no final das contas, será uma escolha nossa refletida a partir das nossas escolhas cotidianas. A grande questão é que precisamos sempre ter em mente diante de uma decisão que esta vida é breve e que as escolhas aqui serão levadas em conta no dia do juízo. Que Nosso Senhor nos ajude a escolher o que e certo, para sermos felizes aqui e depois, na eternidade. Vem Senhor Jesus!