domingo, 18 de agosto de 2013

Um pouco sobre a Assunção de Nossa Senhora

"Não há maior glória do que a que recebeu Maria, escolhida para ser a mãe de Jesus, o Filho de Deus. De seu ventre virginal nasceu o Salvador da humanidade. Por isso, Deus lhe reservou a melhor das recompensas. Terminado seu tempo de vida terrestre, Maria foi "assunta", isto é, levada ao céu em corpo e alma. O que a tradição cristã diz é que Ela nem mesmo morreu, apenas "dormiu". Narra também que foram os anjos Gabriel e Miguel que A levaram ao céu. Deus queria conservar a integridade do corpo daquela que gerou seu Filho.

A solenidade da Assunção da Virgem Maria existe desde os primórdios do catolicismo. No início era celebrada a Dormição de Nossa Senhora. Esta festa veio a ser oficializada para os católicos orientais no século VII com um edito do imperador bizantino Maurício. No mesmo século a festa da Dormição foi introduzida também em Roma pelo Papa Sérgio I, de origem oriental. Foi em 687, quando, em procissão, foi até a basílica de Santa Maria Maior, celebrar o Santo Ofício. Mas foi preciso transcorrer um outro século para que o nome "dormição" cedesse o lugar àquele mais explicito de assunção", usado até os nossos dias.

Em 1950 foi solenemente definido este dogma de Maria, pelo Papa Pio XII. Pela singular importância de Sua missão como Mãe de Jesus, Maria não só foi proclamada Rainha do céu, quando levada para viver ao lado de Deus, mas proclamada Mãe da Igreja, portanto de todos nós.

Na Assunção da Virgem Maria, vemos a nossa esperança de ressurreição já realizada. Nela a Igreja atinge a plenitude do triunfo final, a vitória definitiva sobre a morte e o mal. Por isto esta festa é uma das solenidades mais comemoradas pelos católicos. Depois da Assunção, Nossa Senhora com maternal benevolência participa com Sua oração e intercessão na obra de seu Filho: a salvação da humanidade. Ela que é a mediadora de todas as graças."

http://www.domtotal.com.br/religiao/eucaristia/liturgia_diaria.php

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ser uma só carne!



“Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. (Mt 19,6)

A palavra do Senhor refletida na Liturgia de hoje nos abre várias dimensões quanto a frase citada acima. O beato João Paulo II se utilizou deste versículo e dos anteriores para se basear na bela Teologia do Corpo, uma Teologia do amor e do resgate da dignidade desta obra-prima de Deus que é o corpo humano!
De maneira especial, queria refletir sobre a triste realidade de um mundo que se apegou ao material, e portanto, não entende a profundidade deste ensinamento do Senhor.
O mundo de hoje tem como valor o ter, o material, o consumir, o utilizar enquanto é útil. São valores ligados à ganância, ao utilitarismo e a descartabilidade do que não nos é útil (enquanto valor material ou possibilidade interessante para crescermos socialmente).
Os valores cristãos são primeiramente espirituais, mas também físicos (veja, diferente de materiais).
Não se pode negar nenhuma das realidades, e muito menos descuidar do equilíbrio entre elas! Coloquei primeiro o espiritual, pois é a realidade que sempre existiu! Depois foi feita a criação! Deus sempre existiu, antes da criação! Mas, voltando ao assunto, a realidade espiritual que nos ajuda a entender este versículo nos mostra que ser uma só carne não significa apenas estar juntos, mas amar a tal ponto que a graça de Deus no Sacramento do Matrimônio fundirá o casal se tornando uma só carne espiritualmente. Não serão siameses corporalmente, mas sim espiritualmente! Estarão sempre unidos mesmo distantes, serão um mesmo em lugares diferentes! A vivência do amor vai ensinando a maturidade de que sua vida não é sua, mas também do outro, e vice-versa. Deixam-se de viver para si, para viver para eles, e melhor, para viverem juntos para Deus! É uma profunda realidade espiritual que dificilmente será entendida por um mundo que descarta tudo o que incomoda, tudo o que dá trabalho e, portanto, não é interessante. Não percebem que justamente quando me esforço pelo outro cresço como ser humano, e não somente espiritualmente... Eu cresço no amor! Por isso, vemos a falta de maturidade humana nas pessoas atualmente. É fato que descartar, brigar, rejeitar é muito mais fácil do que amar, acolher e suportar (ser suporte), porém estas atitudes sempre farão da pessoa que as realiza, alguém imatura e egoísta.
Cabe a cada um perceber estas limitações que existem dentro de todos nós, e lutar para superarmos, e esta superação será com a graça de Deus e através do esforço de amar! Que Deus nos ajude nesta difícil, mas realizadora missão!

domingo, 4 de agosto de 2013

Sobre o péssimo hábito de comparar os papas

Li este post verdadeiro a respeito do que dizem sobre o papa Francisco e o papa emérito Bento XVI e fiz questão de compartilhar. Tanto o texto quanto a foto. Mas antes, quero tecer um rápido comentário sobre o péssimo hábito que temos de querer fazer comparações:

Perceber as qualidades não passa pelo processo de comparação com o outro. Ao contrário, comparar é ignorar que um ser humano é único e irrepetível, que tem sua própria contribuição a dar e que por isso não tem o que o outro tem e tem o que o outro não tem. Precisamos superar o péssimo hábito de comparar as pessoas ou mesmo, de nos compararmos aos outros. Ao comparar estamos desvalorizando a obra de Deus em nós e valorizando, muitas vezes o que Ele faz no outro; ou mesmo, para os mais orgulhosos, valorizando o que Ele fez em você e desvalorizando a obra do Senhor no outro. É um erro e um ato mesquinho. É preciso valorizar o que Deus faz em cada um, pois assim aprenderemos a conhecer as potencialidades e limitações e poderemos trabalhar para colocar tudo a serviço do Reino!

Segue abaixo o comentário de Taiguara Fernandes de Sousa:

"Nestes dias ouvimos muito falar do Papa Francisco, que abençoou nossa Terra de Santa Cruz com sua presença paternal. Mas este meu pequeno texto não é sobre ele.

Ocorre que também ouvimos muito falar do Papa Emérito Bento XVI. Gostaria de dizer que ouvimos falar bem, mas nem sempre foi assim. Durante toda a JMJ, várias pessoas - para nossa vergonha, católicos inclusive - tentaram por diversas vezes opor o Papa Bento XVI ao Papa Francisco. Adotaram com isso o discurso da mídia anticatólica e laicista, que odiava Bento XVI por sua firme defesa dos valores cristãos. Se aliaram aos lobos, contra os quais Bento XVI pediu orações no dia que foi eleito.

Há quem diga que o Papa Francisco mostra mais simplicidade, enquanto Bento XVI só mostrava luxo e pompa. É bom ressaltar que Bento XVI tinha com uma de suas maiores preocupações a beleza da liturgia. Os paramentos que usava, os objetos litúrgicos e tudo o mais eram expressão de uma preocupação não consigo, mas com Deus. Era o princípio da liturgia aplicado: para Deus sempre o melhor e o mais bonito. Isso não quer dizer uma preocupação com pompa e luxo, mas sim uma preocupação com fazer o melhor para Deus - portanto, humildade diante do Criador. Papa Francisco, se tem um estilo litúrgico diferente, não deixa, nem por isso, de prezar pela beleza da liturgia, como fazia seu antecessor. Por outro lado, todos os que convivem com Bento XVI dão mostra de sua incrível simplicidade, amabilidade e ternura - inclusive o próprio Papa Francisco! Há quem diga, entre os que o conhecem pessoalmente, que nunca viram pessoa de maior doçura.

Ouvimos também dizer que Papa Francisco é simpático e carismático, enquanto Bento XVI era orgulhoso e pedante. Parece que não existem pessoas tímidas no mundo! Fala-se como se os tímidos fossem necessariamente orgulhosos ou como se a timidez fosse um defeito. Bento XVI nunca escondeu que era tímido e, mesmo assim, se esforçou sempre por estar com o povo fiel, cumprindo todas as obrigações do ministério petrino (inclusive inúmeras viagens internacionais já em idade avançada), estando próximo aos católicos do mundo inteiro. Um tímido fazer isso é um esforço tremendo! E ele fez. Não se fechou: se abriu por amor ao rebanho.

Disseram ainda que Papa Francisco atrai gente e Bento XVI não. Esquecem dos 1,5 milhão de jovens que, na chuva em Madri, ficaram com Bento XVI na JMJ de 2011? Bento XVI foi um Papa da palavra, que soube falar aos ateus, aos agnósticos, que converteu 400 mil anglicanos; foi responsável pelo diálogo com as instâncias políticas da União Européia, da ONU, da Casa Branca, defendendo os direitos do homem. Era um Papa que sabia falar com filosofia, com a razão, a políticos e homens de ciência. Era um Papa professor. Quem não lembra de como suas homilias e catequeses eram verdadeiras aulas? Quem não lembra como ele conseguia explicar com facilidade e clareza de raciocínio os assuntos mais difíceis da teologia? Era belo assistir ao Papa professor dando uma aula sobre Fé.

Agora temos um Papa que tem outro estilo, um estilo pregador, para as multidões - coisa própria dos jesuítas. Qual o problema? Qual a oposição? Os dois complementares.

Tivemos João Paulo II, um filósofo; Bento XVI, um teólogo; agora Francisco, um pregador. Por que, ao invés de criticar, não amamos esta riqueza da Providência?

Por fim, ouvi também dizerem que o Papa Francisco mostra uma entrega mais total ao Cristo, enquanto Bento XVI não mostrava isso. Creio que se o Papa Francisco ouvisse isso, ele próprio perderia a compostura com quem o dissesse... Bento XVI queria terminar sua vida - ele disse - como um professor escrevendo livros (esse é o soberbo de que falam?) e aos 78 anos foi chamado para o Papado e aceitou, por amor da Igreja, até se esgotarem todas as suas forças e renunciar dizendo que "já tinha chegado ao seu limite". Dizer desse homem que sua entrega não foi total é não só uma maledicência, como uma injustiça tremenda.

Católicos, hoje o Papa Francisco pediu que não fôssemos "cristãos de fachada". Parem de adotar esse discurso da mídia anticatólica, de ficar opondo um Papa a outro - quando o próprio Papa Francisco sempre fala do seu amor a Bento XVI - porque isso é não só indigno de um verdadeiro cristão, como é uma tentação do próprio Demônio. Afinal, como disse Jesus, "a boca fala aquilo de que o coração está cheio".

Queria dizer outras coisas, mas esta postagem ia ser pequena e já vai longe. Talvez escreva mais depois. Por ora, fico por aqui."


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Comentário sobre a Liturgia do dia 23-05-2013




Quero fazer uma breve partilha contigo sobre a Liturgia de hoje (23/05/2013)
Leitura (Eclesiástico 5,1-10)
5 1 Não contes com riquezas injustas. Não digas: "Tenho o suficiente para viver", pois no dia do castigo e da escuridão, isso de nada te servirá.
2 Quando te sentires forte, não te entregues às cobiças de teu coração.
3 Não digas: "Como sou forte!" ou: "Quem me obrigará a prestar contas dos meus atos?",
4 pois Deus tomará sua vingança. Não digas: "Pequei, e o que me aconteceu de mal?", pois o Senhor é lento para castigar (os crimes).
5 A propósito de um pecado perdoado, não estejas sem temor, e não acrescentes pecado sobre pecado.
6 Não digas: "A misericórdia do Senhor é grande, ele terá piedade da multidão dos meus pecados",
7 pois piedade e cólera são nele igualmente rápidas, e o seu furor visa aos pecadores.
8 Não demores em te converteres ao Senhor, não adies de dia em dia,
9 pois sua cólera virá de repente, e ele te perderá no dia do castigo.
10 Não te inquietes à procura de riquezas injustas, de nada te servirão no dia do castigo e da escuridão.

Salmo responsorial
É feliz quem a Deus se confia!

Feliz é todo aquele que não anda
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados
nem junto aos zombadores vai sentar-se;
mas encontra seu prazer na lei de Deus
e a medita, dia e noite, sem cessar.

Eis que ele é semelhante a uma árvore
que à beira da torrente está plantada;
ela sempre dá seus frutos a seu tempo,
e jamais as suas folhas vão murchar.
Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

Mas bem outra é a sorte dos perversos.
Ao contrário, são iguais à palha seca
espalhada e dispersada pelo vento.
Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,
mas a estrada dos malvados leva à morte.
Evangelho (Marcos 9,41-50)
Naquele tempo, disse Jesus: 9 41 "Quem vos der de beber um copo de água porque sois de Cristo, digo-vos em verdade: não perderá a sua recompensa.
42 Mas todo o que fizer cair no pecado a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que uma pedra de moinho lhe fosse posta ao pescoço e o lançassem ao mar!
43 Se a tua mão for para ti ocasião de queda, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para a geena, para o fogo inextinguível
44 45 Se o teu pé for para ti ocasião de queda, corta-o fora; melhor te é entrares coxo na vida eterna do que, tendo dois pés, seres lançado à geena do fogo inextinguível
46 47 Se o teu olho for para ti ocasião de queda, arranca-o; melhor te é entrares com um olho de menos no Reino de Deus do que, tendo dois olhos, seres lançado à geena do fogo,
48 onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga.
49 Porque todo homem será salgado pelo fogo.
50 O sal é uma boa coisa; mas se ele se tornar insípido, com que lhe restituireis o sabor? Tende sal em vós e vivei em paz uns com os outros.

Meu comentário:

O pecado é um mal que fazemos contra Deus, contra nós mesmos e contra os irmãos. Não é apenas um mero capricho de um Deus que um dia acordou e decidiu o que seria considerado pecado ou não. Se por um lado nos dá prazer temporário, por outro traz um mal embutido.
Além disso, ele é uma opção e todos nós podemos optar ou não por ele. Mais ainda, podemos viver um caminho onde o pecado ou onde Deus é a opção fundamental, a decisão é nossa, embora contemos com a graça de Deus. E é deliberada a partir da nossa razão, vontade, e por conseguinte, da nossa liberdade. Não podemos contar com o tempo, protelando a nossa decisão, pois é algo exterior a nós, não o controlamos e tampouco controlamos os acontecimentos decorridos deste tempo que não pára de passar.
Desta decisão, depende nosso testemunho, que pode ser motivo para que muitos venham para o Senhor ou para que muitos que pensavam em vir ou que já estavam iniciando a caminhada desistam, caiam. Por isso, é importante que levemos a sério o que significa ser cristãos, ser “seguidores de Cristo”.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A ruptura da família é o primeiro problema da sociedade contemporânea, afirma autoridade vaticana

VATICANO, 04 Fev. 13 / 02:55 pm (ACI/EWTN Noticias).- Dom Vincenzo Paglia, Presidente do Pontifício Conselho para a Família no Vaticano, apresentou esta manhã no Escritório de Imprensa da Santa Sé o evento "De Milão a Filadélfia: as perspectivas do Pontifício Conselho para a Família”, no qual analisou-se os resultados do Encontro Mundial das Famílias em maio de 2012 nessa cidade italiana.

Participaram também Francesca Dossi e seu esposo Alfonso Colzani, responsáveis pelo Serviço para as Famílias da arquidiocese de Milão.

O Arcebispo recordou que esse acontecimento "demonstrou a força vital que as famílias representam na Igreja e na própria sociedade. Obviamente, há muitos problemas relacionados com o matrimônio e a família, mas não devemos esquecer que a família segue sendo o ‘recurso’ fundamental da nossa sociedade".

As estatísticas são unânimes em assinalar que a família se situa no primeiro lugar como foco de segurança, refúgio, de apoio para a vida e se mantém no topo dos desejos da grande maioria dos jovens. Na Itália, por exemplo, ao redor de 80 por cento dos jovens dizem que preferem o matrimônio (civil ou religioso) enquanto apenas 20 por cento opta pela convivência.

Na França, as pesquisas indicam que 77 por cento quer construir sua vida familiar permanecendo com a mesma pessoa toda a vida. Por outra parte, a necessidade da família está gravada no coração humano, desde que Deus disse: "Não é bom que o homem esteja só".

"Esta verdade profunda que marca tão radicalmente a vida humana parece ser espancada por uma cultura contrária. Há uma escalada ao individualismo que racha a família, assim como as diferentes formas de sociedade. Por isso, a ruptura da família é o primeiro problema da sociedade contemporânea", indica Dom Paglia.

O Prelado Vaticano, disse logo que "é certo que boa parte da história ocidental contemporânea foi concebida como libertação de qualquer laço: com outros, com a família, com a responsabilidade para o outro. E é igualmente certo que os laços, às vezes, oprimiram a subjetividade. Mas hoje a vertigem da solidão com o culto do eu, liberado de qualquer atadura e a desorientação provocada pela globalização acentúan ainda mais o individualismo e a tentação de fechar-se em si mesmos".

"A Igreja –prosseguiu– se preocupa com a crise que atravessam o matrimônio e a família, porque é consciente de que ambos são uma boa notícia, um evangelho para os homens e mulheres de hoje, freqüentemente sós e sem amor, sem paternidade, nem apoio.

A Igreja, "perita em humanidade", conhece também o alto preço da fragilidade da família pago sobre tudo pelas crianças (nascidas e não nascidas), os idosos e os doentes. Nas diversas épocas históricas houve mudanças, inclusive profundas, na instituição familiar, mas nunca se abandonou seu "genoma", sua dimensão profunda, quer dizer, ser uma instituição formada por homem, mulher e filhos.

Portanto, "urge uma atenta reflexão cultural e uma defesa mais vigorosa da família, para colocá-la –e rapidamente– no centro da política, da economia, da cultura, seja nos distintos países onde diferentes organismos internacionais, envolvendo também os crentes de outras tradições religiosas e as pessoas de boa vontade. É uma fronteira que toca os próprios fundamentos da sociedade humana. Daí o extraordinário interesse da Igreja sobre tudo neste momento histórico".

O Pontifício Conselho para a Família "sente a necessidade de ajudar tanto dentro como fora dos limites da Igreja a redescobrir o valor da família. Há um grande trabalho a ser feito no plano cultural: trata-se de restaurar o valor de uma cultura da família, para que esta volte a ser atrativa e importante para a própria vida e para a sociedade".

"Ocupar-se da família não significa restringir-se a um segmento da vida ou da sociedade: hoje significa ampliar os horizontes além de nós mesmos e decidir-nos a participar da construção de uma sociedade que seja ‘família’ em si mesma, até capacitar a ‘família’ dos povos e das nações".

http://www.acidigital.com/noticia.php?id=24800

sábado, 12 de janeiro de 2013

Toda situação que te faz alcançar limites é uma oportunidade de crescer



Embora atrasado, gostaria de refletir sobre um aspecto que e chamou a atenção ao meditar o Evangelho do dia 10 de Janeiro, que foi o seguinte:
Evangelho (Marcos 6,45-52)
Depois de saciar os cinco mil homens, 6 45 imediatamente ele obrigou os seus discípulos a subirem para a barca, para que chegassem antes dele à outra margem, em frente de Betsaida, enquanto ele mesmo despedia o povo.
46 E despedido que foi o povo, retirou-se ao monte para orar.
47 À noite, achava-se a barca no meio do lago e ele, a sós, em terra.
48 Vendo-os se fatigarem em remar, sendo-lhes o vento contrário, foi ter com eles pela quarta vigília da noite, andando por cima do mar, e fez como se fosse passar ao lado deles. 49 À vista de Jesus, caminhando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma e gritaram;
50 pois todos o viram e se assustaram. Mas ele logo lhes falou: "Tranqüilizai-vos, sou eu; não vos assusteis!"
51 E subiu para a barca, junto deles, e o vento cessou. Todos se achavam tomados de um extremo pavor,
52 pois ainda não tinham compreendido o caso dos pães; os seus corações estavam insensíveis.

Este Evangelho nos é conhecido, já foi lido muitas vezes, mas desta vez me saltou aos olhos um aspecto diferente, uma frase que me fez pensar. A frase está em negrito, no versículo 48 e diz: “Vendo-os se fatigarem em remar...”. A reflexão gira em torno de como Deus nos ajuda a superar nossos limites.
Os discípulos remavam contra o vento e foram alcançando seu limite. A fadiga já os consumia, sentiam o cansaço que pesava seus braços, não conseguiam fazer grandes progressos em sua navegação. Então Jesus, que estava no monte orando, superou todos os limites da natureza andando sobre as águas como forma de simbolizar que com Ele, poderíamos superar limites que acreditamos serem insuperáveis!
Interessante perceber que os discípulos precisaram primeiro conhecer seus limites. E como conhecê-los se não os alcançamos? Precisamos sentí-los... tocar nesses limites para os conhecer melhor! Jesus poderia tê-los ajudado antes de terem se cansado? Claro que sim, poderia superprotegê-los, mas eles cresceriam com isso? O ser humano tem a tendência a se acomodar, ainda mais quando não precisa se esforçar. O esforço nos ajuda a crescer.
Depois disso Jesus os ajuda. E assim também acontece conosco. Como podemos superar limites se nem ao menos os conhecemos? Jesus vem nos mostrar que precisamos nos conhecer, tocar nesses limites e aceitar Seu auxílio, Sua força, Sua graça para poder superá-Los! Isso é crescer!
Não sei o que você tem vivido, talvez tenha enfrentado situações que o levaram a tocar algum de seus limites. Te convido a aproveitar essa oportunidade para não somente se conhecer, mas para crescer em Deus, com a ajuda da graça do Senhor! Se Deus permitiu é porque você pode e vai crescer com isso!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

3 características essenciais do amor

Gostaria de fazer uma breve reflexão da leitura da Liturgia do dia 08 de Janeiro que é a seguinte:
1 João 4,7-10
4 7 Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
8 Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
9 Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele.
10 Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.

Este belo texto de São João nos mostra algumas características essenciais do amor verdadeiro, aquele que vem de Deus e que precisamos lutar pra também viver. São João vai dizer que o amor consiste em Deus nos ter amado primeiro e sem ter esperado nada em troca, enviou Seu filho amado para nos salvar!
Daqui podemos perceber em primeiro lugar que: o amor, antes de ser sentimento, é decisão! É preciso se decidir por amar, do contrário fica difícil começar! Se você encontra alguém necessitado e sabe que precisa amá-lo, não vai começar a “sentir” um grande amor por ele de uma hora para outra. Não vai olhar pra ele, suspirar fundo e dizer: “Como eu te amo!” Ao contrário, você precisará se decidir por amá-lo. Talvez as condições ainda atrapalhem você a se decidir por não gostar daquela pessoa, por estar com pressa, por querer fazer outra coisa naquele momento, etc... Sua decisão então, precisará mais forte para superar todas essas barreiras!
Segunda característica do amor é: ele te faz tomar a iniciativa. Deus nos amou por primeiro, antes que fizéssemos algo por Ele, enviou Seu filho para nos salvar! Não esperou um passo nosso, Ele planejou a salvação e a executou! A decisão de amar precisa nos levar a tomar a iniciativa independente se o outro toma também ou não. Mesmo porque fomos nós que nos decidimos, não importa o que o outro se decidiu, não posso ficar esperando para amar. A hora de amar é agora! A iniciativa e a medida do meu amor, da minha decisão por amar, não podem depender do outro. Santo Agostinho é claro quando diz que: “A medida de amar é amar sem medidas”, justamente porque não posso depender do outro para amar.
A terceira característica é a incondicionalidade do amor. Deus nos amou independente de nossa resposta a Ele! Aliás, Ele sabia que muitos não responderiam ao Seu amor com amor, que muitos o ignorariam, que combateriam o combateriam e àqueles que o seguiriam, sabia que muitas vezes não o amaríamos optando pelo pecado e pela desobediência, mas mesmo assim Ele nos amou a todos, sem excessão! Não fez por interesse, fez sem impor condições! Assim também precisamos fazer, amar por amar, independente se teremos algo em troca. Utopia? Não! Luta, esforço? Sim! Jesus nos mostrou que é possível e tantas pessoas o seguiram tentando viver assim. É o que explica a vida de São Francisco de Assis, Beato João Paulo II e a própria Madre Tereza de Calcutá. Somos chamados a viver esse amor, de qualidade e de muito esforço!
O amor é uma decisão que leva a tomar a iniciativa independente da resposta. Muitas vezes nós até tomamos a decisão, até tomamos a iniciativa, mas ainda ficamos esperando a resposta! Se não é recíproca, deixamos de lado e não continuamos firmes na decisão, esse é muitas vezes o nosso mesquinho jeito de amar. Hoje Deus quer nos dizer que é preciso seguir o exemplo de Cristo! Que Deus nos ajude a viver o amor do jeito Dele!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Pelos detalhes se percebe o cuidado



A complexidade de se pensar nos pequenos detalhes torna o feito difícil e trabalhoso de ser realizado. Quanto maior o detalhamento, maior o cuidado necessário para se fazer o que precisa ser feito. Imagine então o cuidado de Deus por nós que faz questão de lidar com detalhes que nem nós poderíamos ter pensado!
Em muitos casos, quando observamos um presente comprado pronto e outro que foi feito a mão, com muitos detalhes e com muito trabalho e dedicação, temos a tendência de perceber no segundo um carinho maior. Claro que isso depende de uma série de fatores que vão desde quem nos deu, as condições que o fizeram dar o presente, a dificuldade de se obter aquilo e tantas outras coisas que para essa reflexão não são tão importantes. O que quero dizer é que os detalhes mostram o cuidado com que aquilo foi feito, com que aquele presente foi preparado para ser dado.
Da mesma forma é o amor de Deus por nós, o cuidado Dele assume um nível de detalhamento que nos surpreende! Te convido a parar algumas vezes durante o dia e desfrutar do carinho de Deus manifestado nos detalhes. Muita coisa que talvez você nem tenha percebido por não ter parado pra refletir será enfim encontrada! Permita-se abrir seus olhos para enxergar o amor que Deus tem por você através destes detalhes!
Que Deus te ajude a se perceber tal qual você é: filho (a) amado (a) de Deus!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Conservar e meditar no coração




Estamos no segundo dia do ano e gostaria de fazer uma rápida meditação sobre o Evangelho da liturgia de ontem, celebração de Santa Maria Mãe de Deus.
Evangelho (Lucas 2,16-21)
2 16 Os pastores foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura. 17 Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.
18 Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores.
19 Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.
20 Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.
21 Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno.

Reflexão:
Maria conservava e meditava em seu coração todas palavras e acontecimentos. E esse meditar com certeza era rezar com tudo, era buscar o sentido, o significado de tudo o que ia acontecendo. Meditar era perceber a mão de Deus e o que Ele queria dizer com aquilo!
Não é porque ela foi escolhida para ser a Mãe de Deus, que ela seria onisciente, conheceria todas as coisas! Ao contrário, ela continuava sendo a escolhida, mas ainda era um ser humano... especial, mas ser humano! Não vou entrar aqui nos méritos e na graça de ser imaculada e tudo mais, não é o propósito desta reflexão...
Quando ela meditava, tentava entender os planos de Deus, pensava em como ela se encaixaria ali, o que ela precisaria fazer, glorificava a Deus... tantas coisas poderiam passar no interior do seu coração...
Com certeza, podemos aprender e muito com essa que é modelo de pessoa de fé! Neste tempo em que vivemos o Ano da Fé, nada como seguir exemplos como o de Maria!
Se nos esforçarmos para conservar e meditar em nosso coração tudo aquilo que vamos vivendo, buscando nos encontrar em Deus e em Seus planos, percebendo o sentido do que é vivido, olhando com uma visão espiritual, então poderemos ser um pouco melhores! Somos convidados neste início de ano a viver essa proposta de conservar e meditar procurando perceber a Mão de Deus na História! 
Um abençoado 2013 para todos!!!