domingo, 18 de agosto de 2013

Um pouco sobre a Assunção de Nossa Senhora

"Não há maior glória do que a que recebeu Maria, escolhida para ser a mãe de Jesus, o Filho de Deus. De seu ventre virginal nasceu o Salvador da humanidade. Por isso, Deus lhe reservou a melhor das recompensas. Terminado seu tempo de vida terrestre, Maria foi "assunta", isto é, levada ao céu em corpo e alma. O que a tradição cristã diz é que Ela nem mesmo morreu, apenas "dormiu". Narra também que foram os anjos Gabriel e Miguel que A levaram ao céu. Deus queria conservar a integridade do corpo daquela que gerou seu Filho.

A solenidade da Assunção da Virgem Maria existe desde os primórdios do catolicismo. No início era celebrada a Dormição de Nossa Senhora. Esta festa veio a ser oficializada para os católicos orientais no século VII com um edito do imperador bizantino Maurício. No mesmo século a festa da Dormição foi introduzida também em Roma pelo Papa Sérgio I, de origem oriental. Foi em 687, quando, em procissão, foi até a basílica de Santa Maria Maior, celebrar o Santo Ofício. Mas foi preciso transcorrer um outro século para que o nome "dormição" cedesse o lugar àquele mais explicito de assunção", usado até os nossos dias.

Em 1950 foi solenemente definido este dogma de Maria, pelo Papa Pio XII. Pela singular importância de Sua missão como Mãe de Jesus, Maria não só foi proclamada Rainha do céu, quando levada para viver ao lado de Deus, mas proclamada Mãe da Igreja, portanto de todos nós.

Na Assunção da Virgem Maria, vemos a nossa esperança de ressurreição já realizada. Nela a Igreja atinge a plenitude do triunfo final, a vitória definitiva sobre a morte e o mal. Por isto esta festa é uma das solenidades mais comemoradas pelos católicos. Depois da Assunção, Nossa Senhora com maternal benevolência participa com Sua oração e intercessão na obra de seu Filho: a salvação da humanidade. Ela que é a mediadora de todas as graças."

http://www.domtotal.com.br/religiao/eucaristia/liturgia_diaria.php

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ser uma só carne!



“Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. (Mt 19,6)

A palavra do Senhor refletida na Liturgia de hoje nos abre várias dimensões quanto a frase citada acima. O beato João Paulo II se utilizou deste versículo e dos anteriores para se basear na bela Teologia do Corpo, uma Teologia do amor e do resgate da dignidade desta obra-prima de Deus que é o corpo humano!
De maneira especial, queria refletir sobre a triste realidade de um mundo que se apegou ao material, e portanto, não entende a profundidade deste ensinamento do Senhor.
O mundo de hoje tem como valor o ter, o material, o consumir, o utilizar enquanto é útil. São valores ligados à ganância, ao utilitarismo e a descartabilidade do que não nos é útil (enquanto valor material ou possibilidade interessante para crescermos socialmente).
Os valores cristãos são primeiramente espirituais, mas também físicos (veja, diferente de materiais).
Não se pode negar nenhuma das realidades, e muito menos descuidar do equilíbrio entre elas! Coloquei primeiro o espiritual, pois é a realidade que sempre existiu! Depois foi feita a criação! Deus sempre existiu, antes da criação! Mas, voltando ao assunto, a realidade espiritual que nos ajuda a entender este versículo nos mostra que ser uma só carne não significa apenas estar juntos, mas amar a tal ponto que a graça de Deus no Sacramento do Matrimônio fundirá o casal se tornando uma só carne espiritualmente. Não serão siameses corporalmente, mas sim espiritualmente! Estarão sempre unidos mesmo distantes, serão um mesmo em lugares diferentes! A vivência do amor vai ensinando a maturidade de que sua vida não é sua, mas também do outro, e vice-versa. Deixam-se de viver para si, para viver para eles, e melhor, para viverem juntos para Deus! É uma profunda realidade espiritual que dificilmente será entendida por um mundo que descarta tudo o que incomoda, tudo o que dá trabalho e, portanto, não é interessante. Não percebem que justamente quando me esforço pelo outro cresço como ser humano, e não somente espiritualmente... Eu cresço no amor! Por isso, vemos a falta de maturidade humana nas pessoas atualmente. É fato que descartar, brigar, rejeitar é muito mais fácil do que amar, acolher e suportar (ser suporte), porém estas atitudes sempre farão da pessoa que as realiza, alguém imatura e egoísta.
Cabe a cada um perceber estas limitações que existem dentro de todos nós, e lutar para superarmos, e esta superação será com a graça de Deus e através do esforço de amar! Que Deus nos ajude nesta difícil, mas realizadora missão!

domingo, 4 de agosto de 2013

Sobre o péssimo hábito de comparar os papas

Li este post verdadeiro a respeito do que dizem sobre o papa Francisco e o papa emérito Bento XVI e fiz questão de compartilhar. Tanto o texto quanto a foto. Mas antes, quero tecer um rápido comentário sobre o péssimo hábito que temos de querer fazer comparações:

Perceber as qualidades não passa pelo processo de comparação com o outro. Ao contrário, comparar é ignorar que um ser humano é único e irrepetível, que tem sua própria contribuição a dar e que por isso não tem o que o outro tem e tem o que o outro não tem. Precisamos superar o péssimo hábito de comparar as pessoas ou mesmo, de nos compararmos aos outros. Ao comparar estamos desvalorizando a obra de Deus em nós e valorizando, muitas vezes o que Ele faz no outro; ou mesmo, para os mais orgulhosos, valorizando o que Ele fez em você e desvalorizando a obra do Senhor no outro. É um erro e um ato mesquinho. É preciso valorizar o que Deus faz em cada um, pois assim aprenderemos a conhecer as potencialidades e limitações e poderemos trabalhar para colocar tudo a serviço do Reino!

Segue abaixo o comentário de Taiguara Fernandes de Sousa:

"Nestes dias ouvimos muito falar do Papa Francisco, que abençoou nossa Terra de Santa Cruz com sua presença paternal. Mas este meu pequeno texto não é sobre ele.

Ocorre que também ouvimos muito falar do Papa Emérito Bento XVI. Gostaria de dizer que ouvimos falar bem, mas nem sempre foi assim. Durante toda a JMJ, várias pessoas - para nossa vergonha, católicos inclusive - tentaram por diversas vezes opor o Papa Bento XVI ao Papa Francisco. Adotaram com isso o discurso da mídia anticatólica e laicista, que odiava Bento XVI por sua firme defesa dos valores cristãos. Se aliaram aos lobos, contra os quais Bento XVI pediu orações no dia que foi eleito.

Há quem diga que o Papa Francisco mostra mais simplicidade, enquanto Bento XVI só mostrava luxo e pompa. É bom ressaltar que Bento XVI tinha com uma de suas maiores preocupações a beleza da liturgia. Os paramentos que usava, os objetos litúrgicos e tudo o mais eram expressão de uma preocupação não consigo, mas com Deus. Era o princípio da liturgia aplicado: para Deus sempre o melhor e o mais bonito. Isso não quer dizer uma preocupação com pompa e luxo, mas sim uma preocupação com fazer o melhor para Deus - portanto, humildade diante do Criador. Papa Francisco, se tem um estilo litúrgico diferente, não deixa, nem por isso, de prezar pela beleza da liturgia, como fazia seu antecessor. Por outro lado, todos os que convivem com Bento XVI dão mostra de sua incrível simplicidade, amabilidade e ternura - inclusive o próprio Papa Francisco! Há quem diga, entre os que o conhecem pessoalmente, que nunca viram pessoa de maior doçura.

Ouvimos também dizer que Papa Francisco é simpático e carismático, enquanto Bento XVI era orgulhoso e pedante. Parece que não existem pessoas tímidas no mundo! Fala-se como se os tímidos fossem necessariamente orgulhosos ou como se a timidez fosse um defeito. Bento XVI nunca escondeu que era tímido e, mesmo assim, se esforçou sempre por estar com o povo fiel, cumprindo todas as obrigações do ministério petrino (inclusive inúmeras viagens internacionais já em idade avançada), estando próximo aos católicos do mundo inteiro. Um tímido fazer isso é um esforço tremendo! E ele fez. Não se fechou: se abriu por amor ao rebanho.

Disseram ainda que Papa Francisco atrai gente e Bento XVI não. Esquecem dos 1,5 milhão de jovens que, na chuva em Madri, ficaram com Bento XVI na JMJ de 2011? Bento XVI foi um Papa da palavra, que soube falar aos ateus, aos agnósticos, que converteu 400 mil anglicanos; foi responsável pelo diálogo com as instâncias políticas da União Européia, da ONU, da Casa Branca, defendendo os direitos do homem. Era um Papa que sabia falar com filosofia, com a razão, a políticos e homens de ciência. Era um Papa professor. Quem não lembra de como suas homilias e catequeses eram verdadeiras aulas? Quem não lembra como ele conseguia explicar com facilidade e clareza de raciocínio os assuntos mais difíceis da teologia? Era belo assistir ao Papa professor dando uma aula sobre Fé.

Agora temos um Papa que tem outro estilo, um estilo pregador, para as multidões - coisa própria dos jesuítas. Qual o problema? Qual a oposição? Os dois complementares.

Tivemos João Paulo II, um filósofo; Bento XVI, um teólogo; agora Francisco, um pregador. Por que, ao invés de criticar, não amamos esta riqueza da Providência?

Por fim, ouvi também dizerem que o Papa Francisco mostra uma entrega mais total ao Cristo, enquanto Bento XVI não mostrava isso. Creio que se o Papa Francisco ouvisse isso, ele próprio perderia a compostura com quem o dissesse... Bento XVI queria terminar sua vida - ele disse - como um professor escrevendo livros (esse é o soberbo de que falam?) e aos 78 anos foi chamado para o Papado e aceitou, por amor da Igreja, até se esgotarem todas as suas forças e renunciar dizendo que "já tinha chegado ao seu limite". Dizer desse homem que sua entrega não foi total é não só uma maledicência, como uma injustiça tremenda.

Católicos, hoje o Papa Francisco pediu que não fôssemos "cristãos de fachada". Parem de adotar esse discurso da mídia anticatólica, de ficar opondo um Papa a outro - quando o próprio Papa Francisco sempre fala do seu amor a Bento XVI - porque isso é não só indigno de um verdadeiro cristão, como é uma tentação do próprio Demônio. Afinal, como disse Jesus, "a boca fala aquilo de que o coração está cheio".

Queria dizer outras coisas, mas esta postagem ia ser pequena e já vai longe. Talvez escreva mais depois. Por ora, fico por aqui."