sábado, 12 de janeiro de 2013

Toda situação que te faz alcançar limites é uma oportunidade de crescer



Embora atrasado, gostaria de refletir sobre um aspecto que e chamou a atenção ao meditar o Evangelho do dia 10 de Janeiro, que foi o seguinte:
Evangelho (Marcos 6,45-52)
Depois de saciar os cinco mil homens, 6 45 imediatamente ele obrigou os seus discípulos a subirem para a barca, para que chegassem antes dele à outra margem, em frente de Betsaida, enquanto ele mesmo despedia o povo.
46 E despedido que foi o povo, retirou-se ao monte para orar.
47 À noite, achava-se a barca no meio do lago e ele, a sós, em terra.
48 Vendo-os se fatigarem em remar, sendo-lhes o vento contrário, foi ter com eles pela quarta vigília da noite, andando por cima do mar, e fez como se fosse passar ao lado deles. 49 À vista de Jesus, caminhando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma e gritaram;
50 pois todos o viram e se assustaram. Mas ele logo lhes falou: "Tranqüilizai-vos, sou eu; não vos assusteis!"
51 E subiu para a barca, junto deles, e o vento cessou. Todos se achavam tomados de um extremo pavor,
52 pois ainda não tinham compreendido o caso dos pães; os seus corações estavam insensíveis.

Este Evangelho nos é conhecido, já foi lido muitas vezes, mas desta vez me saltou aos olhos um aspecto diferente, uma frase que me fez pensar. A frase está em negrito, no versículo 48 e diz: “Vendo-os se fatigarem em remar...”. A reflexão gira em torno de como Deus nos ajuda a superar nossos limites.
Os discípulos remavam contra o vento e foram alcançando seu limite. A fadiga já os consumia, sentiam o cansaço que pesava seus braços, não conseguiam fazer grandes progressos em sua navegação. Então Jesus, que estava no monte orando, superou todos os limites da natureza andando sobre as águas como forma de simbolizar que com Ele, poderíamos superar limites que acreditamos serem insuperáveis!
Interessante perceber que os discípulos precisaram primeiro conhecer seus limites. E como conhecê-los se não os alcançamos? Precisamos sentí-los... tocar nesses limites para os conhecer melhor! Jesus poderia tê-los ajudado antes de terem se cansado? Claro que sim, poderia superprotegê-los, mas eles cresceriam com isso? O ser humano tem a tendência a se acomodar, ainda mais quando não precisa se esforçar. O esforço nos ajuda a crescer.
Depois disso Jesus os ajuda. E assim também acontece conosco. Como podemos superar limites se nem ao menos os conhecemos? Jesus vem nos mostrar que precisamos nos conhecer, tocar nesses limites e aceitar Seu auxílio, Sua força, Sua graça para poder superá-Los! Isso é crescer!
Não sei o que você tem vivido, talvez tenha enfrentado situações que o levaram a tocar algum de seus limites. Te convido a aproveitar essa oportunidade para não somente se conhecer, mas para crescer em Deus, com a ajuda da graça do Senhor! Se Deus permitiu é porque você pode e vai crescer com isso!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

3 características essenciais do amor

Gostaria de fazer uma breve reflexão da leitura da Liturgia do dia 08 de Janeiro que é a seguinte:
1 João 4,7-10
4 7 Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
8 Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
9 Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele.
10 Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.

Este belo texto de São João nos mostra algumas características essenciais do amor verdadeiro, aquele que vem de Deus e que precisamos lutar pra também viver. São João vai dizer que o amor consiste em Deus nos ter amado primeiro e sem ter esperado nada em troca, enviou Seu filho amado para nos salvar!
Daqui podemos perceber em primeiro lugar que: o amor, antes de ser sentimento, é decisão! É preciso se decidir por amar, do contrário fica difícil começar! Se você encontra alguém necessitado e sabe que precisa amá-lo, não vai começar a “sentir” um grande amor por ele de uma hora para outra. Não vai olhar pra ele, suspirar fundo e dizer: “Como eu te amo!” Ao contrário, você precisará se decidir por amá-lo. Talvez as condições ainda atrapalhem você a se decidir por não gostar daquela pessoa, por estar com pressa, por querer fazer outra coisa naquele momento, etc... Sua decisão então, precisará mais forte para superar todas essas barreiras!
Segunda característica do amor é: ele te faz tomar a iniciativa. Deus nos amou por primeiro, antes que fizéssemos algo por Ele, enviou Seu filho para nos salvar! Não esperou um passo nosso, Ele planejou a salvação e a executou! A decisão de amar precisa nos levar a tomar a iniciativa independente se o outro toma também ou não. Mesmo porque fomos nós que nos decidimos, não importa o que o outro se decidiu, não posso ficar esperando para amar. A hora de amar é agora! A iniciativa e a medida do meu amor, da minha decisão por amar, não podem depender do outro. Santo Agostinho é claro quando diz que: “A medida de amar é amar sem medidas”, justamente porque não posso depender do outro para amar.
A terceira característica é a incondicionalidade do amor. Deus nos amou independente de nossa resposta a Ele! Aliás, Ele sabia que muitos não responderiam ao Seu amor com amor, que muitos o ignorariam, que combateriam o combateriam e àqueles que o seguiriam, sabia que muitas vezes não o amaríamos optando pelo pecado e pela desobediência, mas mesmo assim Ele nos amou a todos, sem excessão! Não fez por interesse, fez sem impor condições! Assim também precisamos fazer, amar por amar, independente se teremos algo em troca. Utopia? Não! Luta, esforço? Sim! Jesus nos mostrou que é possível e tantas pessoas o seguiram tentando viver assim. É o que explica a vida de São Francisco de Assis, Beato João Paulo II e a própria Madre Tereza de Calcutá. Somos chamados a viver esse amor, de qualidade e de muito esforço!
O amor é uma decisão que leva a tomar a iniciativa independente da resposta. Muitas vezes nós até tomamos a decisão, até tomamos a iniciativa, mas ainda ficamos esperando a resposta! Se não é recíproca, deixamos de lado e não continuamos firmes na decisão, esse é muitas vezes o nosso mesquinho jeito de amar. Hoje Deus quer nos dizer que é preciso seguir o exemplo de Cristo! Que Deus nos ajude a viver o amor do jeito Dele!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Pelos detalhes se percebe o cuidado



A complexidade de se pensar nos pequenos detalhes torna o feito difícil e trabalhoso de ser realizado. Quanto maior o detalhamento, maior o cuidado necessário para se fazer o que precisa ser feito. Imagine então o cuidado de Deus por nós que faz questão de lidar com detalhes que nem nós poderíamos ter pensado!
Em muitos casos, quando observamos um presente comprado pronto e outro que foi feito a mão, com muitos detalhes e com muito trabalho e dedicação, temos a tendência de perceber no segundo um carinho maior. Claro que isso depende de uma série de fatores que vão desde quem nos deu, as condições que o fizeram dar o presente, a dificuldade de se obter aquilo e tantas outras coisas que para essa reflexão não são tão importantes. O que quero dizer é que os detalhes mostram o cuidado com que aquilo foi feito, com que aquele presente foi preparado para ser dado.
Da mesma forma é o amor de Deus por nós, o cuidado Dele assume um nível de detalhamento que nos surpreende! Te convido a parar algumas vezes durante o dia e desfrutar do carinho de Deus manifestado nos detalhes. Muita coisa que talvez você nem tenha percebido por não ter parado pra refletir será enfim encontrada! Permita-se abrir seus olhos para enxergar o amor que Deus tem por você através destes detalhes!
Que Deus te ajude a se perceber tal qual você é: filho (a) amado (a) de Deus!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Conservar e meditar no coração




Estamos no segundo dia do ano e gostaria de fazer uma rápida meditação sobre o Evangelho da liturgia de ontem, celebração de Santa Maria Mãe de Deus.
Evangelho (Lucas 2,16-21)
2 16 Os pastores foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura. 17 Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.
18 Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores.
19 Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.
20 Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.
21 Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno.

Reflexão:
Maria conservava e meditava em seu coração todas palavras e acontecimentos. E esse meditar com certeza era rezar com tudo, era buscar o sentido, o significado de tudo o que ia acontecendo. Meditar era perceber a mão de Deus e o que Ele queria dizer com aquilo!
Não é porque ela foi escolhida para ser a Mãe de Deus, que ela seria onisciente, conheceria todas as coisas! Ao contrário, ela continuava sendo a escolhida, mas ainda era um ser humano... especial, mas ser humano! Não vou entrar aqui nos méritos e na graça de ser imaculada e tudo mais, não é o propósito desta reflexão...
Quando ela meditava, tentava entender os planos de Deus, pensava em como ela se encaixaria ali, o que ela precisaria fazer, glorificava a Deus... tantas coisas poderiam passar no interior do seu coração...
Com certeza, podemos aprender e muito com essa que é modelo de pessoa de fé! Neste tempo em que vivemos o Ano da Fé, nada como seguir exemplos como o de Maria!
Se nos esforçarmos para conservar e meditar em nosso coração tudo aquilo que vamos vivendo, buscando nos encontrar em Deus e em Seus planos, percebendo o sentido do que é vivido, olhando com uma visão espiritual, então poderemos ser um pouco melhores! Somos convidados neste início de ano a viver essa proposta de conservar e meditar procurando perceber a Mão de Deus na História! 
Um abençoado 2013 para todos!!!