sábado, 30 de abril de 2011

III - O processo de ser livre para amar

Pois bem, a grande questão é que todos nós amamos de maneira limitada por aquilo que somos e que vivemos! Assim, seu pai e sua mãe te amam de maneiras limitadas e diferentes, pois são pessoas diferentes com temperamentos próprios, com experiências de vida diferentes! O marido e a mulher se amam de maneiras diferentes. Dois irmãos gêmeos tem maneiras distintas de amar, pois tem diferenças interiores e viverão experiências distintas. A gente não tem que ficar comparando! Todos tem sua forma peculiar de amar e suas dificuldades também! Mas estamos na mesma luta e com a mesma meta, ou pelo menos deveríamos estar...que seria viver a passagem de I Cor 13.
São essas diferenças delimitam e interferem na sua forma de amar. Uma pessoa que teve uma experiência ruim ou mesmo por temperamento se sente insegura, em vários momentos do relacionamento tende a fazer com que a insegurança fale mais alto. Então ela não ama? Ela ama menos? Não é questão disso, a questão é que ela tem essa dificuldade. É claro que vai precisar trabalhá-la para que ela deixe de atrapalhar o casal, mas não é por isso que ela não ama. Num outro caso, onde essa insegurança se manifesta na forma de ciúme (é claro que aqui estou falando de algo dentro de um equilíbrio e não situações onde se encontram patologias que precisam ser tratadas por um profissional especializado), em alguns momentos esse ciúme vai falar mais alto, mas não é por isso que a pessoa não ama a outra. É preciso cuidar disso também! Num caso onde um pai foi criado numa situação em que foi maltratado pela família, rejeitado, talvez até mesmo morando na roça, e foi valorizado a partir apenas do trabalho que fazia na lavoura. Com certeza terá dificuldades para amar da maneira como você gostaria que ele te amasse. Ele tem traumas e mesmo valores diferentes!
Vejam bem, nenhuma dessas situações, nenhuma limitação é desculpa para se acomodar, isto seria querer continuar como "criança". O objetivo desse post é refletir sobre esses dramas que vivemos, para que conscientes de que sempre teremos algo para melhorar, possamos nos observar ou como bem nos recomendou Jesus, orar e nos vigiar (Mt 26,41), para que possamos ser pessoas mais livres em Deus. Não se engane, a realização pessoal, a felicidade, está justamente nessa bonita caminhada que fazemos rumo a liberdade e ao aperfeiçoamento do amor em Deus! O que quero dizer é que não importa como você está ou suas dificuldades em amar, o que importa é que "você tem jeito!" E mais sua vocação é o amor!
Com tudo isso, ficam alguns temas para refletir como: nunca julgue o próximo pela forma com que ele ama, seja alguém próximo como seus pais ou alguém mais distante como um irmão da igreja; nunca compare as formas de amar, seja numa relação de casal comparando com outros ou mesmo entre si e muito menos se sinta diminuido por amar de maneira diferente; e busque, ao invés de se lamentar pelo amor que não conseguiu dar ou mesmo porque uma limitação falou mais alto em um determinado momento, fazer diferente, lute para dar o melhor de si em todas as situações superando as limitações, esse é o caminho do crescimento.  Afinal, senão podemos voltar no passado e mudar o que fizemos (só Deus tem poder sobre o tempo por estar fora dele), podemos fazer de maneira diferente hoje!
Senhor, queremos ser livres em Ti para amar como o Senhor quer. Dá-nos a graça de em todos os momentos vivermos as situações com amor, e nos darmos por inteiro em cada uma dela, pois só assim alcançaremos a meta, só assim deixaremos que ser as crianças que somos para amadurecermos em Sua graça! Amém! 

II - O processo de ser livre para amar!


Um outro exemplo poderia ser de um rapaz com um temperamento mais introvertido, mais tímido, "um cara na dele"... de repente esta pessoa começar namorar alguém que começa a maltratá-lo, rejeitá-lo ou mesmo,  descobre que foi traído. Sua reação, pode ser de sentir uma desconfiança maior das mulheres e mesmo das pessoas. Se sentirá inseguro ao ter que contar com alguém para fazer algo e se sentirá mais seguro quando faz algo sozinho. Terá mais dificuldade de se relacionar no futuro. Se essa mesma pessoa tivesse um outro temperamento ou outras experiências de vida, poderia reagir de outra forma. Não existem fórmulas com   resultados exatos quando se trata de ser humano e suas reações!
A questão aqui é entender que nossa liberdade é condicionada por essas limitações. As vezes percebemos e as vezes não. Mas, quando vivemos as experiências em Deus, mesmo as de sofrimento, vamos percebendo que Deus vai nos purificando, vai nos ajudando a superar limites, além de ir nos revelando esses limites que muitas vezes nem percebíamos que tínhamos! É algo sensacional! Acredito que você já deve ter tido essa experiência (fique a vontade para testemunhá-la nos comentários deste post, quem sabe não ajuda outra pessoa que está vivendo algo parecido?). Assim vamos com Deus, eliminando esses entraves e vamos nos tornando mais livres! A nossa vida é uma caminhada rumo à liberdade em Deus! O conhecimento de Deus me faz conhecer a mim mesmo, e a partir daí vou fazendo a experiência de a cada dia ser um pouco mais livre!
E o que isso tem a ver com o amor? Tudo! O amor depende da liberdade! Por isso mesmo nosso amor é imperfeito, porque nossa liberdade é imperfeita! É ai que São Paulo nos diz no versículo 11 que começamos nossa caminhada como crianças e isto serve também para a liberdade! Vamos amadurecendo em nossa liberdade e, dai também no amor.
Vamos pegar apenas um ponto desta passagem:"o amor é paciente". Difícil né? Você é paciente? Até que ponto você é paciente com quem ama? No decorrer da vida, superando limites em Deus vamos aprendendo a ser mais pacientes, vamos percebendo que para algumas coisas não vale a pena perder a tranquilidade, vamos aprendendo a ter apciência até mesmo em esperar o processo de amadurecimento do outro. Podemos pegar mais um ponto como "o amor não é interesseiro". Se fizermos um profundo e sincero exame de consciência perceberemos que somos interesseiros, que em quase tudo o que fazemos existe uma segunda intenção. Mas durante a caminhada vamos purificando nossos interesses, amos vendo que eles na realidade não são tão importantes assim... que podemos fazer o bem apenas por fazer, amar apenas pela alegria de amar! Vamos ainda focando a nossa intenção em construir o Reino de Deus, o Reino do Amor aqui essa tera. Mas tudo é um processo longo e lento!


I - O processo de ser livre para amar!

"1. Se eu falasse as línguas dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. 2. Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de remover montanhas, mas não tivesse amor, eu nada seria. 3. Se eu gastasse todos os meus bens no sustento dos pobres e até me entregasse como escravo, para me gloriar, mas não tivesse amor, de nada me aproveitaria. 4. O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; 5. não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; 6. não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. 
7. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo.
8. O amor jamais acabará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá.
9. Com efeito, o nosso conhecimento é limitado, como também é limitado nosso profetizar. 10. Mas, quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. 11. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. 12. Agora nós vemos num espelho, confusamente; mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas em parte, mas, então, conhecerei completamente, como sou conhecido.
13. Atualmente permanecem estas três: a fé, a esperança, o amor. Mas a maior delas é o amor."

Hoje quero fazer uma reflexão a partir desta linda passagem de I Cor 13. Uma passagem talvez mais  conhecida no Brasil, não por ser uma das mais belas, mas por ter sido cantada pelo Legião Urbana a partir de um poema de Camões... 
A passagem acima fala do amor ideal, ou seja, o amor de Deus! Mas, também nós como imagem e semelhança desse Deus Amor (I Jo 4,8) somos chamados a vivê-lo. Acontece que nós temos as nossas limitações, todos nós somos limitados, e cada um é limitado à sua maneira. Essas limitações são provenientes de nosso temperamento (uns fortes e outros mais brandos - escreverei um post sobre esse assunto qualquer dia desses), de nossa história de vida (e aqui entram nossos sofrimentos, rejeições, violências, ou mesmo o "excesso de zelo" para os mimados, entre outros), além é claro dos desequilíbrios causados pela concupiscência como o egoísmo, a vaidade, o orgulho, etc. 
E aqui entrarei num tema muito discutido em todos os tempos por diversos estudiosos que é a liberdade. A partir das limitações que citei (e são só algumas dentre muitas outras, afinal não pretendo esgotar todas as possibilidades pois teria que escrever muitos livros...) podemos entender então que não somos totalmente livres em nossas escolhas. Veja, quando você escolhe por algo, toda a carga de seu temperamento, sua história de vida e tudo mais estão inclusos naquela escolha de maneira consciente ou não. Então, se você percebe que algo que influencia muito determinada escolha é uma limitação, por exemplo o medo, você pode tanto continuar optando por aquilo quanto lutar para deixar aquela escolha e superar o medo. Um exemplo bem simples seria você não querer viajar por medo de acontecer um acidente, talvez porque você já tenha vivido algum em sua vida ou porque perdeu um ente querido dessa maneira... Você pode optar por continuar permitindo que aquele medo te atrapalhe de seguir a vida ou lutar contra ele, não deixar que ele cresça, escolhendo fazer aquela viagem mesmo sabendo que terá que enfrentar os desconfortos próprios do medo. Depois, com o tempo você vai superando estes desconfortos e o próprio medo. Perceberá, talvez, que o monstro não era algo tão grande quanto pensava...


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Reconhecer o Senhor!

Uma situação muito interessante nos evangelhos destes dias é que normalmente as pessoas não reconheciam Nosso Senhor quando Ele aparecia para elas. Foi assim quando Maria Madalena e outras mulheres que foram ao túmulo o confundiram com um jardineiro, quando os discípulos de Emaús o confundiram com um viajante peregrino e os discípulos no Evangelho de hoje (Lucas 24,35-48), a princípio, não o distinguiram de um espírito. 
Os sentimentos confusos que os assaltavam após a sua paixão e morte, a desordem interior diante da aparente destruição da estrutura de suas vidas (afinal seguiam a um mestre e fizeram desse seguimento a sua vida) os mergulhou numa caótica mistura de sentimentos e emoções, com certeza, na maior parte ruins como o medo, tristeza, decepção e etc. Quando nos permitimos embriagar por algum sentimento ruim, perdemos a sobriedade necessária para reconhecer o Senhor. O segredo não está no não sentir algum desses sentimentos e sim, ao viver essas situações manter-se aberto ao Cristo que vem nos visitar! A chave está no abrir-se ao Senhor, sempre! 
Por isto, mesmo muitas pessoas que procuram algo que preencha suas vidas não encontram, porque não se abriram Aquele que as preenche. Temos duas opções de viver as situações em nossa vida, boas e ruins, com Cristo, ou seja abertos à Sua visita e presença ou sem Cristo, se embriagando dos sentimentos que nos invadem como por exemplo, tristeza, revolta, vingança, apatia, etc.
Se pegarmos a história dos santos, principalmente dos mais místicos, dos grandes mestres da espiritualidade como Santa Tereza D´Ávila, São João da Cruz ou Santa Teresinha do Menino Jesus, vamos notar que eles viveram tormentos grandes mas em nenhum momento perderam a sobriedade que os impedia de saber que Jesus estava com eles, mesmo que não O sentissem!
Precisamos aprender a aproveitar mais as "oportunidades" que temos, principalmente quando estamos sofrendo. Deus estará sempre perto quando estes vierem. Na Canção Nova costuma-se dizer que são momentos especiais de "visitas de Deus" e isto é uma realidade. Não podemos perder a oportunidade de segurar nas mãos de Jesus no sofrimento, de aprender com aquele momento, sem perder de vista que todo sofrimento nos ajuda a crescer e amadurecer quando bem vivido! Se quisermos, em Cristo podemos sair de um sofrimento ou dificuldade como pessoas melhores do que éramos antes de vivermos aquela experiência. Depende de nós e da abertura que daremos para Jesus...
Uma última observação: Em todas as situações bíblicas que citei, o que fez com que Jesus fosse reconhecido foi a Sua Palavra. E ai está uma grande dica para nós! Em todos os momentos, apeguemo-nos à Sua Palavra! E com certeza ela nos ajudará a ficarmos de olhos abertos para reconhecermos o Cristo!
Que Nosso Senhor nos dê a graça de nos mantermos sóbrios e apegados à Sua Palavra, pois assim o fogo da provação servirá não apenas para sofrermos, antes será para sairmos mais fortes, maduros e resistentes em Deus!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Aniversário: benção ou maldição?

Esta reflexão me veio ontem por ocasião do meu aniversário. 
Nos tempos antigos, e mesmo na época bíblica, a vida tinha um valor muito especial. Um dos motivos era justamente a sua brevidade, as pessoas morriam cedo devido às duras condições de vida. Por não existir o conhecimento e os instrumentos que hoje temos para evitar e/ou tratar de doenças e uma série de outros males que atentam contra a vida, naquela época cada ano de idade era celebrado como uma benção de Deus. Por isto mesmo vemos nas Sagradas Escrituras passagens como estas:

"Cito hoje o céu e a terra como testemunhas contra vós, de que vos propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus descendentes, amando ao SENHOR teu Deus, obedecendo à sua voz e apegando-te a ele — pois ele é tua vida e prolonga os teus dias —, a fim de que habites na terra que o SENHOR jurou dar a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó” (Dt 30, 19-20).

"E se andares nos meus caminhos e observares os meus preceitos e mandamentos, a exemplo de Davi, teu pai, eu te darei uma longa vida” (I Rs 3,14).

Por elas percebemos o quanto as pessoas davam valor em suas vidas. Cada aniversário celebrado era uma vitória em Deus, um presente Dele para o aniversariante. Além disso, devido ao fato de não haver tantos meios para o registro das informações como livros (além de poucos alfabetizados para lê-los), as pessoas mais velhas eram consideradas pelo povo a ponto de serem os que normalmente liderariam ou julgariam causas por sua sabedoria decorrente da experiência de vida. E vemos isto na Bíblia quando se falam dos anciãos como os que aconselhavam os líderes e o povo.
Com o decorrer dos tempos, as descobertas melhoraram a nossa qualidade do nosso viver e nossa expectativa de vida passou a ser maior. Assim, o homem passou a dar menos valor a esse dom precioso que é a vida. Aliado ao fato de que a própria sociedade capitalista passou a ver o ser humano como um ser útil apenas quando é jovem, bonito e pode produzir ou consumir mais. Além disso, hoje existe livros e internet com todas as informações de que julgamos precisar, assim a idéia que fica é: porque recorrer aos mais velhos?
Com tudo isso, com o medo de ficar velho, de não poder mais produzir e de perder a beleza jovial, percebe-se que o aniversário deixou de ser celebrado como uma benção de Deus, uma oportunidade que Deus deu de viver por mais aquele ano. A benção da velhice se converteu em maldição! É a lógica secular que se contrapõe à lógica de Deus! Precisamos recuperar o sentido de benção de Deus! Afinal, se estamos vivos, se estamos respirando é porque Deus o permitiu! 
Que o Senhor nos dê a graça de percebermos que cada ano vivido é uma benção de Deus, que cada instante de nossas vidas é dom Dele. Assim, com o coração agradecidos, passaremos a encarar as celebrações de aniversário não como uma maldição da qual devo me envergonhar ou fugir, mas como uma benção, uma manifestação do amor de Deus por nós, uma oportunidade que Deus nos deu de fazer diferente, de fazer melhor! Que cada aniversário seja para nós sinal de esperança, sinal de que Deus nos confiou mais um ano de vida! E que possamos ser fiéis a essa confiança que nos foi depositada! Assim seja!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Amar é antes de tudo uma questão de decisão...

Hoje gostaria de refletir sobre esta frase que tantas vezes ouvi em pregações na Canção Nova e que considero muito real: "amar é uma questão de decisão!"
E quero começar partindo da seguinte frase de Cristo:

"Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem!" Mt 5,44

Muitas vezes, pensamos que amor é apenas um sentimento bonito que vai surgindo por outra pessoa (independente de ser com fins de amizade ou de um relacionamento a dois) que é profundo, e tal, e tal e tal... Agora leia novamente a frase de Cristo. Você acha que a partir de agora aparecerá magicamente um sentimento bonito por aquela pessoa que te persegue, que pega no seu pé, que tudo o que você faz parece estar errado... ? Negativo! Nós como seres humanos limitados precisamos nos esforçar. Deus consegue isso, mesmo porque Ele enxerga muito além de nós e sabe quais são os motivos que levam cada pessoa a ter as atitudes que têm... Nós não temos essa visão.
Então, o que fazer? Eu preciso me decidir por amar, preciso me decidir por aquela pessoa mesmo que essa decisão me obrigue a esforços fora do comum, a superar meu orgulho e vaidade, a "engolir sapos"... mas eu preciso ser firme na minha decisão! Só conseguirei amar, ou seja, tratar a pessoa que me persegue da maneira que Cristo a trataria se primeiro eu me decidir por isso! O sentimento até pode vir depois, mas primeiro vem a decisão!
E até preciso dizer mais, mesmo com as pessoas que temos mais facilidade de amar, precisamos nos decidir por amá-las, isto porque o sentimento é algo volúvel! 
Vamos para alguns exemplos bem práticos:
Você cuida de uma pessoa, explica pra ela o que é certo e o errado porque você a ama, realmente sente algo por ela, por esse seu amigo (a). Mas ele opta por fazer tudo errado e isso acaba te irritando! Ou talvez ele te deixe de lado porque conheceu outras pessoas e não te dá mais atenção... Qual é o sentimento que lhe vem? Talvez raiva, talvez você fique revoltado e feche seu coração pra essa pessoa... não importa, o que interessa é que as emoções se confundem com os sentimentos e dá uma confusão danada dentro de nós! O resultado é que, em muitos casos, ficamos desanimados de continuar amando aquela pessoa, simplesmente desistimos porque ficamos confusos quanto ao que sentimos por ela! Mas quando a base de nosso amor passa pela firmeza de uma decisão racional e consciente, por nossa liberdade e vontade, então não importa o que sentimos, nós decidimos continuar amando!
Num outro caso, onde o casal vive tudo muito bem, mas tem as suas diferenças, suas histórias. De repente, uma decepciona o outro com algo que fez, ou sei lá... brigam, se desentendem por alguma situação, algumas barreiras vão sendo colocados contra o casal... ou mesmo no processo de conhecimento, vão percebendo algumas "coisas" no outro que antes não percebiam, defeitos que anteriormente não viam e que começam a incomodar.  O que fazer? Terminar porque nessas situações específicas meus sentimentos ficam confusos, porque não era aquilo que "idealizei" para meu namoro ou casamento? Se realmente o casal se decidiu por amar, mesmo que os sentimentos fiquem turvos, a decisão permanece e o casal pode superar as dificuldades enfrentadas por aquela decisão.
Um último exemplo, você tem um pai ou uma mãe em casa que não são o maior exemplo de pais que você já viu. Bebem, ou são ausentes, ou não conseguem expressar o que sentem por você, são frios, não tem sensibilidade para lidar com os filhos e com as situações, ou mesmo vivem brigando o tempo todo entre si e contigo. É fato que seus sentimentos ficarão confusos muitas vezes diante da situação, que por momentos a revolta vai dominar, a raiva e uma série de coisas... o que vai fazer a diferença é a sua decisão de amar! É a sua decisão por seus pais! E saiba, se vivem situações como estas, eles realmente vão precisar de suas decisões para serem melhores, para serem curados daquilo que vivem ou viveram e que os fizeram ter esse tipo de atitudes!
Em todas essas situações é preciso que eu me baseie na decisão de amar e não no sentimento. Nosso sentimentos são confusos e volúveis, hoje você acorda de bom humor e disposto a amar a todos! Amanhã, talvez, você acorde de mau humor e sem querer ver ninguém na frente! Esse humor, essas emoções vão influenciar seus sentimentos! E o que fazer? Decidir firmemente por amar! Decidir-se pelo outro! Sabia que mesmo que o outro, não aceite seu amor, você vai crescer, vai aproveitar essa oportunidade única que é decidir-se por amar e vai perceber que depois de tudo, valeu a pena! Você fez a sua parte e se tornou uma pessoa melhor, perceberá está ficando mais firme em suas decisões e, principalmente, refletirá mais o amor de Deus pelas pessoas! Decidir-se por amar é um exercício de todos os momentos, a pessoa "fura" com você, dá "vacilo" e nestas horas você precisa decidir-se por continuar amando-a! Isso é amar de verdade! Não é isso que Deus faz conosco diante de tantos erros que cometemos para com Ele?
Por isso, de hoje em diante somos convidados por Deus a tomar a decisão firme de amar, a decidir-se pelo outro!  Lembre-se sempre quando disser que ama alguém ou que quer amar: "Amar é antes de tudo uma questão de decisão..."


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Páscoa - Passagem do Senhor

Em primeiro lugar desejo a todos vocês uma santa e abençoada Páscoa!
Neste post quero fazer uma breve reflexão sobre a Pessach, a Páscoa do Senhor. O termo hebraico significa passagem e eram usado para celebrar a passagem do Senhor pelo povo eleito que estava cativo no Egito. O Senhor os libertou das mãos do faraó e de seu terrível exército como vimos numas das leituras da Missa da Vigília de Páscoa. 
Com a Encarnação do Verbo, Jesus Cristo, a Páscoa passa a ter um outro sentido, mais profundo como vimos em outro post. Jesus re-significa a Páscoa! Continua sendo ' "passagem do Senhor", mas para nos livrar de um inimigo mais terrível do que os egípcios: a morte! E essa passagem da morte para a vida, e vida em abundância é que marca o sentido de ser cristãos. 
Como cristãos precisamos viver continuamente com essa verdade em nossa mente e a esperança de viver essa mesma passagem em nosso coração! Agora, se celebramos e cremos que Nosso Senhor pode nos fazer viver essa passagem, então o que Ele não pode fazer? Certa vez ouvi Dom Alberto dizer que "o cristão precisa sempre ter um olhar de esperança" em todas as situações! Seguir Jesus é ter a certeza esperançosa, ou devo dizer a esperança certa... de que o amanhã nos reserva surpresas, nos reserva "passagens do Senhor" por nossa vida, se assim o permitirmos! E como não colher frutos dessas passagens?
É por isso que a Páscoa é celebrada todos os domingos do ano (dia do Senhor) e é por isso também que devemos sempre viver a Páscoa do Senhor na esperança das boas surpresas de Deus! Pois Ele sempre tem o melhor para nós! Isso é claro, esperar de maneira ativa, buscando e trabalhando naquilo que se acredita!
Que o Senhor nos dê a graça de viver sempre em ação, com a certeza da ressurreição na mente e a esperança no coração! 

sábado, 23 de abril de 2011

Quando vemos a narração da paixão e morte de Nosso Senhor, normalmente ficamos indignados com a postura dos discípulos que sumiram nesta hora tão importante. Diante disso, gostaria de fazer uma rápida reflexão sobre o que aconteceu e continua a acontecer. É importante ter em mente que este mundo tem a lógica contrária ao Senhor, e uma das táticas dessa lógica secular é tirar a credibilidade da mensagem evangélica.
Não é uma tática atual, aconteceu a 2000 anos. Os chefes do Templo, os fariseus e muitos dos líderes judaicos do tempo de Jesus perceberam que Ele tinha uma grande consideração entre o povo. Era tido como um grande profeta para uns, o Messias para outros, e tudo mais. Como então fariam para acabar com tudo isso? Se o assassinassem seriam odiados, pois estariam assassinando um enviado de Deus. Era preciso colocá-Lo em descrédito.Se conseguissem isso poderiam bolar um plano para matá-Lo sem que sofressem perseguição com isso, e ao mesmo tempo, sem que suas palavras desacreditadas e, por isso, sem sentido, não continuariam sendo difundidas e seguidas.
A solução então foi propor um julgamento falso e uma morte de cruz.Afinal, os que morriam no madeiro eram considerados amaldiçoados. Que melhor oportunidade de acabar com o crédito de alguém ligando sua figura a uma punição de um amaldiçoado? Somente assim suas palavras perderiam o sentido.
Nos dias de hoje, essa mesma tática continua sendo usada! Tentam crucificar Jesus, ou seja, tirar sua credibilidade atacando a Igreja e a Palavra de Deus de todas as formas. As palavras da Bíblia são questionadas, são descontruídas e secularizadas, manipuladas afim de proporcionar uma mensagem da maneira que querem. Quando não, são apenas ignoradas ou contrariadas como a própria questão da sexualidade, do adultério, da castidade. O que aconteceu a 2000 anos continua a acontecer. E o que faremos? Ficaremos assistindo? Sumiremos neste momento tão importante para o Cristo? Nos indignamos com a atitude dos discípulos naquele tempo e nós, discípulos de hoje fazemos o mesmo. Não procuramos nos informar e nos formar, aceitamos e concordamos com as opiniões manipuladas pela mídia que fala da Igreja sem ao menos saber ou considerar o ponto de vista da Igreja. Muitas vezes ficamos do lado de quem quer destruir a Igreja sem ao menos conhecer o outro lado. Passamos a adotar o pensamento limitado daqueles que, com preconceito contra os religiosos e contra os católicos, falam a partir unicamente de seus pontos de vista. O que faremos então?
Que Nosso Senhor nos dê sabedoria para saber agir neste tempo em que precisamos ficar ao lado Dele e de Sua Igreja.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Jesus dá novo significado a tudo

Ontem durante a Missa de Lava-Pés, o padre Valdir da paróquia Dom Bosco refletia sobre o novo significado que Jesus deu à Ceia Pascal dos judeus. Fiquei pensando sobre suas palavras e resolvi escrever um breve posto com essas reflexões.
Interessante perceber que a Ceia Pascal judaica celebrava a libertação do povo eleito do Egito, onde o pão e o vinho tinham seu significado próprios. O mistério da paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor dá novo significado à Ceia Pascal,  onde celebramos sim a libertação, mas não mais do Egito, mas a libertação do pecado. O pão e o vinho passam a ser sinais visíveis de um amor que não mede esforços para amar, mesmo que isto signifique dar a vida, então, ganham novo significado quando estes se tornam o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor!
Jesus dá novo significado à nossa vida.Quem já fez uma experiência com o amor profundo de Deus sabe bem o que estou falando. Passamos por um processo de conversão (que vai até o fim de nossa vida). Mas o interessante é que, a partir da experiência com Cristo tudo na nossa vida ganha novo significado. Nossos valores mudam, se antes dávamos mais valor a coisas superficiais e materiais, após a experiência passamos a privilegiar a Deus, o amor, a vida, ou seja, valorizamos o essencial. Passamos até mesmo a ter uma melhor qualidade de vida! Enxergamos os detalhes que antes não víamos!
Não estou dizendo que somente quem fez a experiência com o Cristo tem uma boa qualidade de vida ou valoriza o essencial, apenas afirmo que quem a fez de maneira real e sincera, com certeza viverá isso. Experimente você também e perceba como Cristo re-significará tudo em sua vida! E seja feliz!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Semana Santa e a importância de encontrar sentido para as situações

Hoje gostaria de fazer uma breve reflexão aproveitando esse tempo importante que é a Semana Santa. Quando se fala em Semana Santa qual é o tema que lhe vem primeiro a cabeça? Com certeza a a dor e o sofrimento de Cristo, principalmente na Sexta-Feira da Paixão. Quem já existiu o filme “A Paixão de Cristo” se impressiona com as cenas, e muitos dos relatos que lemos, inclusive nos Evangelhos também nos deixam estarrecidos. Mas não podemos jamais parar nas aparências, precisamos sempre nos aprofundar ao tratar de um assunto. Quando vemos o sofrimento de Cristo precisamos ir além dele, perceber o sentido que ele tem para Ele e para nós.

E que sentido tem esse sofrimento? Em primeiro lugar é importante entender que quando dizemos que Jesus sofreu e morreu porque era vontade do Pai, não abarcamos todo o sentido disso. Dá a impressão que o Pai quis simplesmente que Seu Filho morresse, parece que Deus sentia prazer nisso! Ao contrário, em primeiro lugar, a obediência de Cristo estava no amar até dar a Sua vida. Quando acompanhamos a Sua vida nos Evangelhos vemos que sua vida foi amar ao Pai e ao próximo. E essa era a vontade do Pai. Só que este amor incomodou aqueles que os chefes que deveriam também viver daquela forma, mas viviam seu egoísmo. O amor sempre incomoda o egoísmo! Então, o amor vivido por Cristo até as últimas conseqüências acabou por levá-Lo a mostrar a maior prova de amor: dar a vida. Veja, Ele já dava a sua vida deixando de vivê-la para si mesmo para viver para os outros. Mas quem disse que as trevas não reagem diante da luz? Assim, Jesus cumprindo a vontade do Pai amou e amou até o fim (Jo 13,1). Sua morte foi resultado de Sua vida, o amor que carregou-O durante a vida o fez Se entregar, mas como o amor é vida, por este mesmo amor ressuscitou!

Para nós a Paixão de Cristo, além do exemplo e ensinamento sobre o que é amar de verdade, também tem sentido real de salvação. O sangue do Cordeiro perfeito imolado nos deu nova vida, nos redimiu, nos salvou! Assim como a morte venceu a vida em Cristo, em nós também pode e deve vencer por Cristo! Mas é importante tomarmos posse dessa vitória que nos foi dada por Ele através do seguimento de Seu exemplo, isto é, procurando, como cantaria o padre Zezinho, “amar como Jesus amou, viver como Jesus viveu”.

Mas outro ponto importante é encontrar em nossa vida, nas situações em que vivemos o sentido daquilo. Em Deus podemos dar sentido a tudo o que vivemos e fazer daquilo oportunidade para o crescimento! Crescimento em nossa capacidade de amar, de ter paciência, de confiar em Deus... A sabedoria está em olhar tudo como oportunidade de crescimento. Não sei o que você está vivendo, mas você pode "converter" esta situação de algo apenas ruim e difícil para uma situação que te levará a crescer! 

Que nesta Semana Santa o Senhor nos dê a graça de encontrarmos sentido em Deus não somente no que Nosso Senhor viveu, mas também naquilo que vivemos. 

sábado, 16 de abril de 2011

Não fazer da relação com Deus algo comercial

Hoje eu gostaria de partilhar uma reflexão sobre o livro de Daniel Daniel 3,14-20.24.49.91-92.95, que foi a leitura da liturgia de quarta-feira (13-04-2011), que fala sobre os três jovens na fornalha.
Em primeiro lugar, a leitura nos fala de fidelidade, de confiança em Deus, em coragem... enfim, podemos tirar dai várias reflexões. Mas desta vez, o Espírito Santo em ajudou a perceber outro tema nesta leitura sobre a forma com que nos relacionamos com Deus. Em especial, os versículos 17 e18 me chamaram a atenção e por isso irei transcrevê-los abaixo:


"Se assim deve ser, o Deus a quem nós servimos pode nos livrar da fornalha ardente e mesmo, ó rei, de tua mão. E mesmo que não o fizesse, saibas, ó rei, que nós não renderemos culto algum a teus deuses e que nós não adoraremos a estátua de ouro que erigiste".



O mais interessante é que quando os jovens decidiram optar pela fidelidade ao Senhor, eles não fizeram pensando apenas: "Ele vai nos salvar". Também não fizeram da atitude deles uma forma de barganha com Deus: "Nós acreditamos e o Senhor nos salva". Não, eles apenas confiaram na vontade de Deus que faria o melhor por eles. Se os salvasse ou se os deixasse serem mártires para eles estava bom, é o que quer dizer a frase: "e mesmo que não o fizesse".
Eles não sabiam se realmente seriam salvos, o que eles sabiam é que tinham decidido por Deus, por dar suas vidas por Aquele a quem serviam e que seriam fiéis até o fim, mesmo que isso levasse à morte. Bonita a atitude deles porque nós temos a mania de "confiar" em Deus apenas quando queremos que algo seja do nosso jeito. Queremos limitar a liberdade de Deus,a  vontade Dele, queremos que seja do nosso jeito. Então, nós fazemos algo e em troca pedimos algo do nosso jeito! Esse nosso jeito muitas vezes comercial de lidar com Deus nos faz perder a oportunidade de aprofundar nosso relacionamento com Ele. Ficamos presos no nosso lucro, no que vamos ganhar...
Em uma de suas homilias, o padre Betão aqui da Paróquia São José comentou algo muito interessante e acredito que tem tudo a ver com nossa reflexão. A maioria das pessoas foi educada quando criança com base numa negociação onde se ganhava ou perdia. Assim, se a criança dava trabalho os pais combinavam que se ela ficasse quietinha ou se comportasse, ganharia um prêmio, algum presente que poderia ser um doce ou algum brinquedo. Desta forma, fomos condicionados numa forma de pensar onde se espera algo em troca do que fazemos. Isso atrapalha-nos em muito de viver um relacionamento sincero com Deus e o próprio amor que Cristo nos ensina, que é desinteressado e desapegado.
Os versículos que citei mostram pessoas que em sua relação com Deus tinham uma confiança desinteressada, independia a vontade deles, o que ganhariam. Nosso Senhor nos convida a superar essa mentalidade mesquinha de barganha. Ele não procura "parceiros comerciais" que o ajudem a construir o Reino de Deus e sim, amigos...amigos que acreditem e sonhem o mesmo sonho com Ele. Que aprofundem Nele o relacionamento, que soltem as amarras do egoísmo que impediam o barco de sua vida que quer rumar ao alto-mar continue seu caminho baseado no amor verdadeiro que se aprende em Cristo, com Cristo e que só tem sentido por Cristo. E que possamos descobrir a cada ponto navegado que essa viagem de peregrinação rumo a Deus vale a pena e que ao permitirmos que essa certeza tome conta de nós, sejamos capazes de dizer ou cantar: "Não dá mais pra voltar, o mar é Deus e o barco sou eu, e o vento forte que me leva pra frente é o amor deDeus!" Assim como os jovens da fornalha mantiveram a sinceridade no relacionamento com Deus e por isso, conseguiram se aprofundar, tenho certeza que ele nos ajudará a viver a mesma coisa se assim o quisermos.

Senhor, nós queremos a sabedoria, a confiança e a fidelidade destes jovens para que possamos em tudo pensar não em nós, mas na glória de Deus. Acima de tudo Senhor, queremos superar nossa limitações afim de aprofundar nosso relacionamento Contigo, com o próximo e conosco mesmo. O Senhor sempre tem o melhor para nós! Perdoe-nos se, com nossos desejos egoístas e planos mesquinhos e limitados não permitimos que nos mostrasse o quão melhor é Seus planos para nós. Amém. Vem Senhor Jesus!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A qualidade do beijo...

Sei que você deve estar curioso com título do meu primeiro "post reflexivo". Eu resolvi escrever por ocasião do Dia do Beijo comemorado hoje no Brasil.
O beijo é um expressão cultural que pode significar algo em seus vários tipos em nos muitos lugares desse mundo. O significado dele para nós no Brasil pode ser um e em outro país, outro. Diz-se que 10% da população mundial não utiliza o beijo como forma de se relacionar e expressar o que sente por questões culturais.
Não vou me deter em explicações sobre as variações culturais e mesmo físicas desta bela forma de se expressar, quero apenas refletir sobre o seu significado para os ocidentais, principalmente para nós  brasileiros.
Quando se fala no dia do beijo o que vem a cabeça??? Hein?! Na maioria das pessoas vem beijo na boca!!! Ou estou errado? rs Bom... mas o beijo pode ser no rosto, no nariz, o beijo que a mãe dá no machucado da criança pra ela se acalmar, e tantos outros como também o beijo na boca.
O importante é perceber que o beijo é uma demonstração exterior do que sentimos em nosso interior, é expressão de um sentimento seja ele de amizade, de saudade, de carinho e proteção, de despedida, de amor... Normalmente serve para expressar sentimentos bons, e até arrisco dizer, que beijar é uma forma de dar a outra pessoa um pouco de si, do que sente. Por isso mesmo considero uma das formas mais lindas de se expressar os sentimentos por alguém. A iniciativa de ir ao encontro do outro, o toque, tudo diz algo.
Infelizmente, hoje em dia tem se espalhado a cultura de esvaziamento dessa forma de expressão. Os beijos que deveriam demonstrar um sentimento estão vazios, estão se tornando mais egoístas. Se quando expresso algo eu compartilho algo de mim, do que sinto em meu interior num movimento que é próprio do amor, o beijar apenas para sentir prazer é roubar do outro, e trazer para si, é próprio do egoísmo.
Deus nos fez para o amor, pois Ele é amor (I Jo 4,8)! E como imagens e semelhança Dele (Gn 1,26-27), todas as vezes que nos decidimos por amar, mais crescemos, mais nos tornamos semelhantes a Ele, mais nos tornamos humanos como Ele quis... Mas se buscamos os nossos próprios desejos egoístas, deformamos a nossa imagem e deixamos de lado nossa semelhança com o Senhor, nos desumanizamos...
É triste perceber que existe uma grande campanha para a desumanização do ser humano, banalizando sua dignidade através de seu corpo, que deveria ser expressão do amor. O beijar por beijar é apenas mais um sintoma desse mal que vem castigando a humanidade.
Então faço a pergunta do título do posto: qual é a qualidade do meu beijo? Ele expressa o amor, ele tem conteúdo, ele realmente fala do que sinto? Ou é algo vazio e sem sentido, motivado pelo prazer e pelo egoísmo? Ou nuca pensei sobre isso??? rs
Que no dia do beijo possamos enxergar mais do que apenas o prazer que o beijo nos proporciona, possamos olhar com mais profundidade e perceber que este dia deveria ser o "Dia de Expressar o Amor", amor verdadeiro que te faz ir ao encontro do próximo, se doar a ele e não esse "amor" deformado que o pensamento secular diz que tem a ver com liberdade e que apenas serve para usar o próximo para seu próprio prazer. Que o Senhor nos ajude a ver além, a perceber a realidade do amor como dom Dele para nós, para nossa felicidade. Que aprendamos com Ele a "amar do jeito de Deus!"

Apresentação

Seja bem-vindo ao blog Oásis no Deserto. O nome se deve a minha noção de Deus como nosso oásis neste mundo complicado. A imagem de deserto como algo árido e que nos traz a memória a sensação de sede completam bem a necessidade que sentimos de neste deserto saciarmo-nos de Deus! É Ele que nos sacia, nos completa que preenche aquilo que muitos insistem em procurar sem saber o que é.
Pretendo postar partes das reflexões que faço em meus estudos bíblicos e nas pregações, textos de formação sobre livros que li ou mesmo de outras pessoas (com os devidos créditos) que auxiliem no crescimento pessoal em Deus, pensamentos sobre assuntos específicos e o que sentir que pode ser interessante para todos.
Espero com este trabalho, contribuir em alguma coisa, mesmo que seja só um pouco com o crescimento espiritual e humano de todos que lerem. Sintam-se a vontade para comentar, concordar ou discordar. Lembro que nem sempre poderei postar ou mesmo responder a todos os comentários por ter vários compromissos, mas tentarei dar retorno assim que possível. Se alguém quiser utilizar algum post fique a vontade também, só peço que mencionem o autor.

No mais quero agradecer desde já a todos que me ajudarão a construir este blog com a sua participação e interatividade.

Deus os abençoe!
Cadu